O quanto de sua vida você coloca na rede?

É muito comum, principalmente ao conhecermos uma ferramenta ou serviço novo, nos empolgarmos a enchê-lo de conteúdo, utilizá-lo bastante para aprendermos mais e sabermos como isso pode ser útil para nós. O que pode não ser tão legal é quando esse serviço é uma rede social ou uma ferramenta de lifestreaming. Redes Sociais são aqueles […]

É muito comum, principalmente ao conhecermos uma ferramenta ou serviço novo, nos empolgarmos a enchê-lo de conteúdo, utilizá-lo bastante para aprendermos mais e sabermos como isso pode ser útil para nós. O que pode não ser tão legal é quando esse serviço é uma rede social ou uma ferramenta de lifestreaming.

Redes Sociais são aqueles sites ou serviços que incentivam a formação de comunidades, te possibilitam procurar pessoas e se tornar seu contato (ou amigo). Alguns exemplos são os bastante conhecidos Orkut, MySpace e FaceBook. Já Lifestreamings são serviços de compartilhamento de ações e conteúdo na Internet, onde você indica vários outros serviços que utiliza (como o Twitter, Flickr, Delicious) e esse outro site agrega essas informações. O FriendFeed é um grande exemplo disso.

Inicialmente muito legal e divertido, a utilização descontrolada de serviços como esses podem se tornar uma dor de cabeça futura. Compartilhar sua vida com o mundo não é o mesmo que contar algo que te aconteceu pelo telefone com um amigo no qual confia. É bastante diferente imaginar que aquela sua foto fantasiado (ou “soltando a franga”) no carnaval será vista por seus amigos da escola e seus colegas de trabalho (ou seu chefe!). Bom senso é sempre necessário e a utilização correta das ferramentas de privacidade são bem vindas.

O lançamento do Google Latitude

Google LatitudeSemana passada o Google lançou mais um de seus diversos serviços, esse já previsto desde que anunciaram o WAP há milênios. A “grande revolução” anunciada pelo WAP era tal, que poderí­amos comprar um refrigerante diretamente do celular, apenas aproximando-o da máquina automática, além das facilidades de descoberta de amigos próximos, identificação de perfis compatí­veis, etc. Acabou virando chacota, pois descobriu-se que a tecnologia necessária para implementar essas maravilhas era tão absurdamente cara, que ninguém estava disposto a investir. A chegada de novas tecnologias móveis só foi a “pá de cal” sobre o defunto. Hoje WAP se resume a uma navegação web semi-capada (mas que ainda rende uma boa grana í s operadoras, mesmo assim).

Voltando ao Google Latitude, o serviço nada mais é que um “GPS Social“, por assim dizer. O usuário instala em seu celular o aplicativo móvel e compartilha sua posição geográfica – utilizando o seu GPS embutido ou a triangulação de antenas das operadoras de celular – com quem quiser (seus amigos, colegas de trabalho, esposa), além de acompanhar também os seus contatos. Ótima pedida para os baladeiros de plantão, para serviços que precisam rastrear os seus veí­culos e funcionários (táxi, delivery, motoboys, fretes e mudanças, vendedores, etc) e outras inimagináveis utilidades. Como toda invenção, de seu uso depende o seu valor.

Assim como pode ser utilizado para o bem, o Latitude tem sua vertente negativa, pois facilita muito a vida dos stalkers, dos curiosos e dos fofoqueiros. Mas eu vejo esse tipo de preocupação com dois pontos de vista que se complementam:

  1. Se você não deseja correr o risco, não use. É muito simples, mas você tem que se lembrar de todas as outras coisas que utiliza para compartilhar tanto na Internet quanto fora dela. Tem gente que não usa nem celular e tem seus motivos para isso.
  2. Se você topa correr o risco, mas de forma controlada, use com cautela. Só adicione pessoas que você realmente quer compartilhar, não saia juntando gente por conta da “novidade” e não tenha vergonha em negar pedidos de compartilhamento (sim, eles chegam aos montes).

Ao utilizar um serviço que agregue e/ou divulgue dados de sua vida na Internet, sempre verifique se existem opções onde você pode limitar o acesso í  pessoas que você selecione. Se não houver algo parecido, pense duas vezes antes de publicar algo. Lembre-se sempre que é muito fácil levantar a vida de uma pessoa utilizando tão somente seu nome e o Google. Quando existem serviços como esses, as chances são ainda maiores.

Mais sobre: Lifestreaming, Latitude

* Foto: Manoel Netto, no Flickr

A web é sinônimo de transparência. Por isso, quem não deve, não tem o que temer em utilizar esses serviços. No entanto, é preciso, sim, tomar uma série de cuidados. A última do momento é a Tuitersfera, conheçam em http://overjobs.blogspot.com/2009/02/latitude-do-twitter.html

phramxiskho disse:

que diferença vai fazer saberem onde eu estou? se quiserem mesmo me encontrar ligam e perguntam: e aê? onde vc tá? e eu respondo.

Paulo Haddad disse:

Bah. Dá pra desligar ele, então não é problema…

Bernardo Pina disse:

Cara, eu achei o cúmulo o lançamento desse serviço. Como se já não nos expuséssemos demais com algumas ferramentas, ainda “precisamos” compartilhar nossa posição geográfica para sermos “legais”? Eu gosto do anonimato e acho que minha vida já é aberta o suficiente tendo um blog e um perfil no orkut. Mais do que isso, eu passo.

Quero só ouvir os comentários dos problemas que isso vai causar í  muita gente…

Nitz disse:

Tenho uma vida paralela na net 🙂
Mas ela tá lá! haha