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Acessibilidade e amadurecimento do mercado web

Há 3 dias fiz um comentário no artigo do Henrique, que trata da exigência do mercado em relação aos padrões web, sobre o pseudo amadurecimento desse mercado em relação a essas exigências. Coincidentemente, ontem saiu um artigo no 456 Berea Street que afirma, baseado em dois outros artigos, que 97% dos sites (globalmente falando) continuam “inacessí­veis”.

A afirmação vem de uma pesquisa encomendada pela ONU e feita pela Nomensa para medir o quão acessí­veis são os sites ao redor do mundo. A pesquisa, por motivos óbvios feita por amostragem, em 5 sites de cada um dos 20 paí­ses testados, utilizou um representante da cada categoria listada abaixo:

  • Viagem (empresas aéreas);
  • Finanças (bancos);
  • Mí­dia (jornais online);
  • Polí­tica (representantes de governos federais);
  • Varejo (lojas virtuais).

Dos 100 sites testados, apenas 3 deles apresentavam o básico de acessibilidade, categoria “A”, todos na categoria polí­tica, um da Alemanha, outro da Espanha e mais um da Inglaterra.

As falhas encontradas incluem desde a simples ausência do atributo “alt” para imagens (93% dos sites testados) até mesmo as regras básicas de construção de página utilizando os padrões web (98% dos sites).

Embora tenha sido uma amostragem, podemos ter uma idéia do quanto ainda o mercado web não está maduro em relação a padrões web, acessibilidade e usabilidade. Isso não quer dizer que o mercado não esteja exigente no momento da contratação do profissional, pedindo conhecimentos em CSS, padrões web, acessibilidade, SEO, etc … O problema está na hora de aplicar o que é exigido. A partir do momento que o profissional senta na cadeira de trabalho, muitas e muitas vezes ele é obrigado a fazer as vontades do chefe ou do cliente, que não querem nem saber disso tudo.

Eu torço muito para que essa realidade já esteja mudando. Torço para que essa pesquisa seja repetida em 2007 ampliando o número de websites testados em cada categoria, o número de paí­ses e de categorias. E torço para que o resultado da pesquisa seja ainda mais animador, mostrando que em um ano muita coisa mudou, para melhor.

E você, oque espera?

Infelizmente para esse quadro ser mudado, é so com a ajuda dos nossos “amiguinhos” geeks de lá. É o tipo de coisa já devia ter nascido com o costume de criação de websites, e muitas das vezes a culpa é dos nossos chefes mesmo, “Pegue este aqui que já está pronto e mude o topo. pronto. esta otimo”, é tipo isso. Eu não acredito que esse numero vá diminuir absurdamente no ano que estar para chegar, mas vai ter uma queda consideravel.