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O fim do noMinimo – de novo

CruzQuem acompanha a Internet desde o iní­cio, vivenciou o estouro da bolha 1.0 (assim chamado pelos profissionais web). As empresas estavam fissuradas na tecnologia, nas possibilidades que a Internet tinha (e tem) e começaram a investir loucamente em projetos que não possuiam modelos viáveis de retorno, muitas vezes de negócio mesmo. Em dado momento a fonte secou, e todos esses projetos ruí­ram, quebraram mesmo.

Um site muito bacana de jornalismo online chamado “No.” (no ponto) foi pro saco junto com outros tantos. Só que o no. encontrou um modelo (até então que acreditava-se ser) sustentável. Reduziu custos, pessoal, estrutura e se tornou o “noMí­nimo“. Resurgiu das cinzas tal qual Fênix.

Infelizmente no dia 29 de junho de 2007 o noMí­nimo deu seu último suspiro e perdeu os 21 gramas da morte. Seu último artigo anunciou que estavam fechando as portas por falta de patrocí­nio e encerramento do contrato com o iG.

Não conheço a estrutura fí­sica da publicação, se existem profissionais que dependem desse emprego, que batem cartão e possuem carga horária, além dos colaboradores jornalistas. Para eles talvez seja mais difí­cil uma recolocação, já os jornalistas, além de poderem trabalhar em outros veí­culos (coisa que alguns já fazem, talvez todos), existe a possibilidade de manter um noMí­nimo mais mí­nimo ainda, porém sustentável. E divulgar essa viabilidade é um dos objetivos dessa maratona.

Hoje muitos blogs se sustentam através dos programas afiliados, links patrocinados e anúncios contextuais. Ainda existem aqueles que além de se manterem, são a principal (ou única) fonte de receita de seus autores, provando que o blog é uma ferramenta viável e um modelo de negócio sustentável. No Brasil ainda são poucos os probloggers, mas nos EUA existem pessoas que possuem receita de milhares de dólares mensais só com blogs.

Então, que tal um “noBlog” a partir de agora, hein pessoal do noMí­nimo?


Este artigo está participando da maratona Blogando24h.
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Os participantes: Celso Junior, Doufer, Julio Camara, LJunior, Diego Alcantara, TV Retrô, O Saca Rolha

Realmente, algo bem inteligente.

Melhor não ter o site do que o mesmo se venda para os porcos captalistas.

Esse é o tipo de pensamento que leva o paí­s para frente…

Abraço

Talvez o fato de noMinimo ser um site totalmente focado em “leitores intelectuais”, hoje não seja mesmo um modelo sustentável. Um pouco de SEO e uso de algumas palavras-chave faria com que o “noBlog” fosse uma boa fonte de renda aos seus autores.

Resta saber se os leitores intelectuais deixariam de acessá-lo por conta dos anúncios. Eles que paguem uma mensalidade então para manter o serviço 😉

Pois é, sinceramente não consigo entender como um excelente time como o do noMí­nimo, com a baita audiência que têm, não consegue se sustentar financeiramente. alguém precisa apresentar pra eles o adsense. =)

Isso já foi comentado em outros lugares. Faltavam anúncios no site deles. Parecia que vivam apenas de uns banners de patrocí­nio, mas nada do tipo Anúncios UOL ou Adsense.

Pelo que fiquei sabendo, eles têm/tinham uma redação, aqui no Rio. No centro da cidade. O que vão fazer com essa localização eu não sei.