Para-quedista não lê – resultado de um experimento

Após observar durante vários dias que o artigo mais acessado deste blog era aquele que falava sobre roubos de senhas no Orkut, resolvi criar um experimento para testar até onde vai a ingenuidade das pessoas que procuram por esse tipo de tema.

Criei um post no Seriguela, falando do mesmo assunto e intencionalmente explicando que iria fazer uma brincadeira logo abaixo, num formulário, e terminei o post com o tal formulário. Queria medir a quantidade de pessoas que chegariam àquele post e digitariam efetivamente um e-mail para tentar “roubar” a senha do mesmo. Pura brincadeira, claro.

Utilizando a técnica que explico nesse outro artigo, rastreei os cliques com o Google Analytics e hoje fiz a leitura – uma semana depois do experimento no ar.

Resultado : de 88 pageviews (7 dias) que esse post teve individualmente, 79 pessoas preencheram o campo e clicaram no botão. Praticamente 90%.

Conclusão : Para-quedista não lê, só clica. Mas isso o Cardoso já falou …

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9 Comentários em "Para-quedista não lê – resultado de um experimento"

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  1. isaque.vieira

    30 de março de 2007 - 0:02

    Interessante.
    Isso mostra que a missão dos prestadores de serviço e muito dificil.
    Do que adianta existir mais e mais recursos de segurança se os usuarios são a maior falha de qualquer sistema.

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  2. Ataliba

    30 de março de 2007 - 11:07

    Na realidade, isto mostra o quanto os brasileiros, no geral, estão se tornando preguiçosos no quesito pensar/ler …

    [Responder]

  3. Fagner Souza

    30 de março de 2007 - 14:55

    Olá Manoel,
    Venho ti convidar a participar de um meme.
    Gostaria muito que participasse,
    abração

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  4. Emanuel Felipe

    30 de março de 2007 - 23:16

    Muito interessante o experimento, parabéns pela idéia e por colocá-la em prática. Mas vejo um problema: acho que o principal motivo de “nenhum” paraquedista ler o conteúdo se dá pelo seguinte fato: ele deduz pelo título que trata-se de uma ferramenta para roubar senhas, e como a maioria das pessoas, tenta usá-la sem ler as instruções.

    Steve Krug em seu livro fala um pouco sobre esse fato de que as pessoas tendem a tentar usar sistemas por conta própria e só procuram ajuda quando não sabem mais o que fazer.

    Não desmerecendo o experimento e muito menos o resultado obviamente (inclusive concordo com ele), mas acredito que seria mais fiel se tivessemos por exemplo apenas um link destacado do texto.

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  5. j. noronha

    4 de abril de 2007 - 16:08

    Mesmo os que lêem são uma piada, escrevi um post “como roubar senha do msn”, que basicamente dizia para pegar a senha quando ninguém estivesse olhando e sair correndo. Teve um que me xingou dizendo que não funcionava! Fico pensando como ele tentou fazer isso,

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  6. Aluisio Saboya

    12 de abril de 2007 - 1:56

    ahhhhhh eu sou um paraquedista.. mas eu leio, concordo com você e o cardoso , o numero de blogs cada vez mais aumentando creio eu que também a preguiça de muitos, pos a tentação parar crescer rapido sem muito esforço é fácil, tem muito que depois de 1 unico comenentário diz no final, ta linkado ae valeu?! como assim! parece aqueles fakes de orkut que lhe adicionam do nada! mas enfim.. espero que um dia isso melhore, abraço!

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  7. José Alves

    17 de setembro de 2007 - 16:39

    Boa tarde,

    Gostaria de saber se tenho como recuperar meu e-mail do hotmail que foi roubado. Eu não me lembro do e-mail alternativo.
    Agora o ladrão está usando meu e-mail (zalins@hotmail.com)roubado para anunciar em um site (quebarato)e trair pessoas para uma loja virtual falsa por nome de “precobom.net

    Se houver uma solução me ajudem por favor porque este e-mail é de trabalho.

    Ficarei agradecido.

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  8. José Alves

    17 de setembro de 2007 - 16:40

    oi.

    [Responder]

  9. O usuário é a maior falha de segurança que existe » Tecnocracia : Estado Tecnológico

    1 de fevereiro de 2009 - 15:42

    [...] escrito. Recentemente, fiz uma outra experiência social para provar que as pessoas não leem e publiquei os resultados. Dessa vez o experimento não fazia nada, além de alertar os incautos – a gente cresce e [...]

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