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CD Zé Renato e Wagner Tiso - Memorial

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Dirigente de um Brasil em que a esperança era um horizonte, Juscelino Kubitschek ? cujo centenário foi comemorado em 12 de setembro de 2002 ? transmitia a imagem de um homem feliz e realizador. Identificado com a modernização, seu mandato foi marcado pelo Programa de Metas, pelo impulso da industrialização e do crescimento econômico, pela construção de Brasília. Para a população urbana, ele foi o 'Presidente Bossa-Nova', próximo das artes e de uma efervescência cultural que se expressou com especial felicidade na música popular.
Foi pensando nesta conjunção de um momento político muito particular com seu entorno musical que o Grupo Takano lançou o projeto de um CD com músicas ligadas à trajetória de Juscelino, desde seus anos de formação em Minas Gerais até a eclosão da Bossa-Nova durante seu mandato. "Juscelino era um grande sonhador, o que o levou, por exemplo, a criar Brasília. E a música também era muito importante para ele, que adorava dançar", diz o cantor Zé Renato, que pesquisou e selecionou com o compositor, instrumentista e arranjador mineiro Wagner Tiso as 13 serestas, sambas, valsas, músicas regionais e do período inicial da Bossa-Nova que integram o repertório do CD.
Dos anos 20 foram escolhidas Tristeza do Jeca (de Angelino de Oliveira/1922), com participação de Milton Nascimento, e a valsa Malandrinha (Freire Júnior/1927). Entre as serestas e valsas das décadas de 30 e 40, estão Noite Cheia de Estrelas (Cândido das Neves/ 1932), Neuza (Klecius Caldas/1938), Súplica (Otávio G. Mendes e José Marcílio/1940) e É a ti Flor do Céu (M. Ferreira e T. Pereira), além do samba Rosa morena, de Dorival Caymmi (1942). Dos anos 50, Quando tu Passas por mim (com música de Vinicius de Moraes e letra de Antonio Maria/1953) marca um período onde o samba-canção e a música de fossa antecipavam a revolução musical da Bossa-Nova, preconizada por Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, autores de O Grande Amor (1960) e Lamento do morro (1956). E há ainda os sambas Pois É (Ataulfo Alves/1955), e Fechei a porta (Sebastião Mota/Ferreira dos Santos), sucesso do carnaval de 1960, na voz de Jamelão. Em Céu de Brasília (1979), os conterrâneos das Minas Gerais, Toninho Horta e Fernando Brant, homenageiam a capital da República idealizada por Juscelino. Fechando o disco, a vinheta Peixe vivo lembra a música favorita de JK.

CD Zé Renato e Wagner Tiso - Memorial

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