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Livros - Memórias do Cativeiro
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Há uma grande lacuna na historiografia brasileira no que se refere a depoimentos de escravos e seus descendentes. Um capÃtulo importante da formação do povo brasileiro não pode ser devidamente estudado por falta de informações primárias. É nesse contexto que se insere Memórias do Cativeiro, das historiadoras Hebe Maria Mattos e Ana Maria Lugão Rios . "Embora a lei Áurea tenha sido assinada em 1888 e nas décadas de 1930 e 1940 ainda houvesse muita gente que vivera a escravidão, não houve uma tentativa de colher suas impressões", esclarece Stuart Schwartz, importante estudioso da escravidão no paÃs, no prefácio.
Memórias do Cativeiro é a obra que faz uso mais extenso da história oral e das lembranças dos ex-escravos e seus descendentes depois da abolição. Com dezenas de depoimentos de escravos do antigo sudeste cafeeiro, onde viveu a maior parte dos últimos escravos do paÃs, é dividido em duas partes: a primeira subdivide-se em "História", "Narrativa" e "Identidade"; a segunda aborda o campesinato negro, a polÃtica e o trabalho no Vale do ParaÃba após a abolição. Trata, ainda, das estratégias adotadas por famÃlias para contornar as limitações que o preconceito racial e a escravidão lhes impuseram para tornar-se parte da nação.
Em fins do século XIX, a maioria dos brasileiros afrodescendentes já era livre. Mas todo cidadão "de cor" corria o risco de ser confundido com um escravo ou ex-escravo se não tivesse sua posição social largamente reconhecida. Por conta disso, tinha também se tornado norma de etiqueta silenciar sobre a cor das pessoas quando em situação formal de igualdade, como forma de evitar o estigma da escravidão. "A verdadeira questão é saber como a cor foi apropriada como estigma do passado escravo e gerou mecanismos e discriminação social e racial que se mantiveram atuais por quase todo o século XX", explicam as autoras.
Os depoimentos de Memórias do Cativeiro ? são frutos de pesquisas diferenciadas, que incluem o Acervo de Memória do Cativeiro, do Laboratório de História Oral e Imagem do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (Labhoi-UFF), a tese de Ana Maria Lugão Rios sobre a história familiar dos descendentes de libertos nas antigas áreas cafeeiras do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e as entrevistas feitas pela equipe do Labhoi sob coordenação de Hebe Maria Mattos.
Memórias do Cativeiro é a obra que faz uso mais extenso da história oral e das lembranças dos ex-escravos e seus descendentes depois da abolição. Com dezenas de depoimentos de escravos do antigo sudeste cafeeiro, onde viveu a maior parte dos últimos escravos do paÃs, é dividido em duas partes: a primeira subdivide-se em "História", "Narrativa" e "Identidade"; a segunda aborda o campesinato negro, a polÃtica e o trabalho no Vale do ParaÃba após a abolição. Trata, ainda, das estratégias adotadas por famÃlias para contornar as limitações que o preconceito racial e a escravidão lhes impuseram para tornar-se parte da nação.
Em fins do século XIX, a maioria dos brasileiros afrodescendentes já era livre. Mas todo cidadão "de cor" corria o risco de ser confundido com um escravo ou ex-escravo se não tivesse sua posição social largamente reconhecida. Por conta disso, tinha também se tornado norma de etiqueta silenciar sobre a cor das pessoas quando em situação formal de igualdade, como forma de evitar o estigma da escravidão. "A verdadeira questão é saber como a cor foi apropriada como estigma do passado escravo e gerou mecanismos e discriminação social e racial que se mantiveram atuais por quase todo o século XX", explicam as autoras.
Os depoimentos de Memórias do Cativeiro ? são frutos de pesquisas diferenciadas, que incluem o Acervo de Memória do Cativeiro, do Laboratório de História Oral e Imagem do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (Labhoi-UFF), a tese de Ana Maria Lugão Rios sobre a história familiar dos descendentes de libertos nas antigas áreas cafeeiras do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e as entrevistas feitas pela equipe do Labhoi sob coordenação de Hebe Maria Mattos.
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