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Livro - Geração Cinematográfica, Uma

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Este livro reúne, de maneira criativa, cidade, linguagem e política. A cidade é Belo Horizonte, a linguagem é a do cinema, a política é a dos anos 50, dos tempos de JK e do nacionalismo. Os atores são intelectuais e estudantes universitários de variada persuasão política e origem acadêmica que na década de 50 criaram na capital mineira um Centro de Estudos Cinematográficos (1951) e uma Revista de Cinema (1954). Centro e Revista constituíram, por uma década, um espaço público de debates acalorados sobre cinema, arte, ideologia, Brasil, e mundo. O surgimento de tal espaço no acanhado ambiente cultural da Belo Horizonte da época constituiu fato marcante na vida da cidade e fenômeno importante da história social e cultural do país. Belo Horizonte era cidade de pouco mais de 50 anos mas já se orgulhava de respeitável tradição cultural vinda dos tempos do modernismo, cujos representantes a tinham projetado nacionalmente. O cinema era forma de arte também jovem que ainda lutava por firmar a própria identidade. Os jovens cinéfilos, por sua vez, eram tantos que alguém afirmou na época ser a cidade a que mais tinha críticos de cinema por km2. Da combinação de três juventudes, a da cidade, a do cinema, a dos intelectuais e estudantes, surgiu a experiência do cineclubismo como espaço de inserção de uma geração na vida do país e do mundo. A autora examina com sua câmara sociológica o curioso fenômeno e nos mostra como as discussões iniciais sobre a natureza do cinema e da linguagem cinematográfica, em virtude de sua própria riqueza e ambigüidade, serviram como gancho para debates sobre formalismo e realismo, neo-realismo italiano e realismo socialista, Cinema Novo, marxismo, liberalismo e existencialismo, imperialismo e nacionalismo, censura e liberdade de expressão. O debate extrapolava os muros da cidade, incorporando participantes de outros estados que visitavam o Centro de Estudos Cinematográficos ou escreviam para a Revista de Cinema. O diálogo com o exterior realizava-se graças à troca de revistas, sobretudo francesas e italianas. Elysabeth Senra de Oliveira nos mostra, com cuidado acadêmico, mas leveza de estilo, a tradição mineira de combinar o local e o universal. Como disse Milton Nascimento: ?Sou do mundo, sou Minas Gerais?.

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