Sexta-feira, 15 de Junho de 2007 - 23:02
Toda informação, quando não está devidamente organizada da melhor forma possível, corre o risco de não ser corretamente difundida. É o que podemos chamar de ruído na comunicação. Os interlocutores falam mas não são entendidos, embora ouvidos.
Embora importantíssimo, o tema Arquitetura da Informação não tem o destaque ou atenção que merece tanto nas universidade que formam profissionais que geram e gerenciam informação, quanto nas empresas que são formadas por esses profissionais. Felizmente o quadro está mudando para melhor. Ler o artigo completo
Sexta-feira, 13 de Abril de 2007 - 9:50
Larry Sanger, criador da WikiPedia, diz que seu site não é confiável e abandona o projeto. Isso aconteceu após o seu último encontro com o ministro da educação britânico, Alan Johnson. O ministro elogiou seu projeto, afirmando ser uma ótima fonte de pesquisas e informações para estudantes. Larry refutou as afirmações do ministro e completou:
Temo que Johnson não sabe ainda dos problemas que a Wikipédia possui, começando pela dificuldade da sua gestão, dos conteúdos muitas vezes não confiáveis e o envolvimento em uma série de escândalos. (…) A Wikipédia ainda é muito útil e foi um fenômeno interessante, mas chegamos à conclusão de que não é uma fonte totalmente confiável. - Larry Sanger
Após vários escândalos envolvendo o site, principalmente no que tange ao seu bem mais precioso, a informação, Lary resolveu saltar do [BP]barco[/BP] e criar um novo projeto independente: O Citizendium. Segundo Sanger, a [BP]mecânica[/BP] é a mesma da WikiPedia, porém no novo projeto, as informações serão monitoradas constantemente por uma equipe de especialistas e professores universitários, para evitar erros.

Talvez agora o Larry Sanger tenha mostrado finalmente a que veio e vai utilizar a imensa base da WikiPedia, formada e defendida por ele durante anos, para criar um projeto comercial explícito. Alguém aí duvida?
Fontes: OitoPassos e Folha
Domingo, 25 de Março de 2007 - 13:03
Nos últimos dias a discussão foi em torno do BarCamp de SP. Uma proposta muito interessante de “desconferência”, onde as pessoas se reúnem, sem uma pauta rigidamente definida ou horários. O programa é feito em conjunto de acordo com a demanda e a disponibilidade.
Infelizmente eu não pude comparecer, apesar de estar relativamente perto de SP (1 hora de avião ou 5 de carro) e estar mesmo com vontade de estar presente.
Mas para sanar a minha ausência, estou acompanhando todos os posts relacionados ao tópico. Embora o tal do “tempo real” esperado e propagandeado por muitos na cobertura do evento não tenha ocorrido, algumas pessoas enviaram resumos dos principais tópicos discutidos no primeiro dia. O que achei mais interessante e pertinente foi que a maioria concorda que o papo “extra-conferência” foi muito mais proveitoso que o evento em si.
Confira aqui algumas notas publicadas e fotos do evento, que contou com a presença de muitas personalidades blogueiras da atualidade, inclusive os idealizadores de alguns serviços novos, como o Boo-Box e o Rec6.
Domingo, 11 de Março de 2007 - 20:34
Não sei por que cargas d´água, ao migrar meus favoritos para feeds, eu acabei pulando o Tableless, site que acesso semi-diariamente e onde aprendi bastante coisa sobre padrões web - aliás, foi onde primeiro ouvi falar sobre padrões web.
Para compensar, vou listar aqui 3 dos últimos posts por lá que me chamaram a atenção e recomendo a leitura.
- Convertidos Tableless de volta. Logo quando o site foi lançado, uma das seções mais visitadas era de sites “normais” (construidos com tabelas) convertidos para os padrões web pelo Diego Eis, a título de estudo e demonstração das possibilidades. Os convertidos ficaram fora do ar desde 2005 por conta de uma notificação extra-judicial de uma das empresas “convertidas” e estão finalmente de volta. Confira!
- Cuidado para não regredir. Com o surgimento de novas tecnologias e técnicas, muitas vezes elevadas ao grau de “tendência” ou “evolução” e algumas erroneamente batizadas de “Web2″, 3 … surgem sempre os extremistas, ou empolgados, que não sabem a hora certa de utilizar determinada técnica para atingir seu objetivo e começam a usar isso em tudo que é canto. O Ajax, por exemplo, não cabe em qualquer projeto.
- Explorando o Tableless.com.br. Para aqueles que não conhece o site ou não tiveram tempo / oportunidade de explorá-lo totalmente, esse artigo contém links importantes para textos técnicos dentro do próprio site que podem ser muito úteis. Enjoy it!
Parabéns, pessoal. Prometo não perder mais seus artigos.
Quinta-feira, 1 de Março de 2007 - 14:47
Na onda dos lançamentos, mais uma gigante dos softwares se rende ao Google. A Adobe anuncia oficialmente o lançamento da versão web do seu carro-chefe, preferido dos designers, Photoshop.
Não é de hoje que se percebeu a grande facilidade do ambiente web para o desenvolvimento de softwares. Também pudera: ambiente compartilhado; acessível mundialmente; multi-plataforma; facilmente atualizável (para todos os usuários); flexibilidade em idiomas e muitas outras vantagens cercam o http. O que me admira é que a Adobe tenha esperado tanto tempo e deixar concorrentes surgirem primeiro para lançar o WebPhotoshop.
O conceito dos aplicativos portáteis, rodados à partir do pendrive, aos poucos vai dando o merecido espaço aos SaaS (Software as a Service). O interessante é que o conceito é “velho”, já que o HoTMaiL foi o pioneiro nesse quesito (vale lembrar que não foi a Microsoft que lançou o HotMaiL, ela apenas o comprou depois de muito sucesso) e hoje toma pau do Gmail, da Google.
A grande tendência atual em utilizar o conceito SaaS é devido principalmente ao barateamento do acesso, fazendo com que mais usuários possam usufruir de banda larga, o que possibilita o uso de um software mais robusto através da Internet, sem (muita) perda de produtividade para as tarefas mais comuns. Claro que agências de publicidade e profissionais que editam imagens de 40Mb não vão passar a utilizar o Adobe Online, afinal de contas é muito mais rápido e prático manipular arquivos desse tamanho localmente, por mais larga que seja a banda de sua Internet.
A Adobe já se pronunciou a respeito do preço do aplicativo: GRÁTIS! Resta saber agora como eles vão ganhar dinheiro com isso, já que eles ganham vendendo softwares.