Phorm desembarca no Brasil, trazida pela Oi

Manoel Netto em 7 de junho de 2010 16 Comentários

O meu amigo Knutz avisou lá no CyberVida sobre a vinda do Phorm para o Brasil. A solução, que já foi banida na Europa, enfrenta um sério movimento de resistência na Internet, inclusive com grandes nomes se juntando ao protesto. A Phorm fornece uma forma de rastrear os passos do usuário na Internet e (teoricamente) utilizá-los para fornecer publicidade direcionada.

Uma solução controversa similar já é utilizada pela Google em seu AdWords/AdSense desde o ano passado, sem muito alarde. Nesse caso, o usuário só consegue ser rastreado em sites em que a solução de publicidade da Google é utilizado e, também teoricamente, só serve para montar um “perfil de consumo” de publicidade segmentada.

Segundo a matéria divulgada na Revista Época, o programa BT Webwise da Phorm entra no país com o nome de “Navegador” e vem trazido pela operadora Oi Velox. O programa já está sendo testado com clientes de banda larga do Rio de Janeiro da operadora e promete ser a próxima dor de cabeça da privacidade. Instalado e ativo no provedor, é possível rastrear toda e qualquer ação que o usuário faz via Internet, além de poder monitorar o conteúdo dessa navegação (exceto, claro, nos sites seguros, com criptografia).

A empresa afirma que o serviço será “opt-in” (o usuário escolhe quando participar), mas na British Telecom, na Inglaterra, país de origem da empresa, o problema começou justamente porque isso não aconteceu. Todos os clientes usavam, sem saber, o tal programa e só pedindo pra sair é que eram (supostamente) removidos do programa. Você confia numa empresa que já fez isso antes? Acredita que aqui será diferente, ou mesmo que eles realmente deixarão de rastreá-lo caso você peça? Se você é security freak como eu, certamente prefere não arriscar. Ler o artigo completo

Trojan infecta blogs em forma de applet

Manoel Netto em 17 de fevereiro de 2010 1 Comentário

Está rolando há algumas semanas já, mas como tenho visto voltando, achei melhor alertar por aqui e pedir que espalhem o aviso. Um applet malicioso distribui trojan como se fosse atualização do plugin Flash em blogs, principalmente, mas não exclusivamente.

Os atacantes estão usando diversas formas de fazer com que o código malicioso seja implementado nos blogs:

1. Explorando falha em blogs com versão desatualizada do WordPress

De tempos em tempos o WordPress, plataforma de blogs gratuita e muito utilizada em todo o mundo, disponibiliza atualizações de seus arquivos. Algumas dessas atualizações incluem correções de falhas de segurança. É sempre importante ficar atento e fazer os updates quando solicitado.

Nas versões mais novas do WP, isso pode ser feito em apenas 2 cliques, sem qualquer dificuldade por parte de quem utiliza o WP e não possui habilidades com servidores e procedimentos técnicos. O próprio sistema faz tudo por você, mas você precisa pedir que ele se atualize.

Na área administrativa do blog, você verá um aviso marcado em amarelo no topo da página, avisando que existe uma atualização disponível e um link para atualizar. Ao clicar nesse link, uma nova tela será aberta para confirmar a atualização, basta clicar no botão “atualizar automaticamente”. Lembrando que a versão mais nova disponível é a 2.9.2.

2. Distribuindo em temas gratuitos disponíveis para download

Evite baixar temas de outros sites que não estejam no repositório de temas oficial do WordPress. Se fizer isso, pois existem vários temas Premium fora do repositório, principalmente os que não são gratuitos, sempre procure dentro do código fonte por chamadas estranhas.

O que você deve procurar:

  • Chamadas externas de qualquer natureza. Se o tema pede uma inclusão de arquivo fora do seu domínio, desconfie e verifique do que se trata;
  • Chamadas para arquivos Flash que não deveriam estar presentes no tema. Se você não baixou um tema com Flash, uma chamada dessas pode esconder um código malicioso.
  • Chamadas para Applets. Essa praga era usada no tempo do ronca para executar coisas que hoje fazemos com Flash, CSS ou HTML5, portanto, deixe-a relegada aos bancos e suas traquitanas de segurança. Applet é um troço que roda na máquina do usuário e, se o mesmo permitir, pode fazer leitura e gravação em disco local, uma potencial falha de segurança (e a gente sabe que o usuário permite sempre né?).
  • Links estranhos escondidos com CSS. Muitos temas podem servir para referenciar sites maliciosos, fazendo com que os backlinks para esses sites os destaquem nos mecanismos de busca. Não suporte parasitas, só dê link para o autor do tema, se não for um site-armadilha.

3. Distribuindo em plugins gratuitos disponíveis para download

Os plugins agem no WordPress como extensão do aplicativo. Isso faz com que o comportamento do sistema possa ser comprometido e o seu blog se tornar vítima de golpe ou distribuidor de arquivos maliciosos. Se você não tem habilidades técnicas para verificar o código de um plugin, baixe sempre de sites confiáveis, como o próprio repositório do WordPress. Leia os comentários dos usuários sobre o plugin, a compatibilidade e se verificar algum problema, relate, é sua ajuda que faz com que o repositório se mantenha limpo. Ler o artigo completo

Kevin Mitnick : O elo fraco são as pessoas

Manoel Netto em 27 de janeiro de 2010 Comente

Uma das atrações mais esperadas da Campus Party 2010 aconteceu no início da tarde de ontem, segundo dia do evento (primeiro, contando que na segunda não houve palestras). Acompanhado por blogueiros, hackers, profissionais de informática e principalmente curiosos, Kevin deu um show falando e fazendo coisas que para ele são corriqueiras.

De modo muito tranquilo, a lição do autonomeado maior ex-hacker do mundo é de que não importa o quanto você invista em tecnologia, a falha de segurança maior é a humana. Ler o artigo completo

Symantec lança a versão 2010 do Norton

Manoel Netto em 27 de outubro de 2009 4 Comentários

Norton Antivirus e Internet Security 2010

Estive hoje na coletiva de lançamento dos pacotes Norton, da Symantec, organizada pela Edelman. Longe de ser uma coletiva tradicional, a Symantec realizou uma ambientação lúdica e educativa do mercado negro de segurança digital, o BLKMKT (Black Market).

Antes de apresentar seus produtos, os convidados passaram por uma visita guiada por um pequeno labirinto, construído com dois containers de metal. A primeira sala foi ambientada como um um pequeno mercado mesmo, com prateleiras e preços. Ao invés de frutas ou latas de goiabada, tínhamos identidades falsas, cartões de crédito, listas de e-mails para spam, softwares específicos para ataques, coisas assim. Claro, nada de verdade, tudo brincadeira para deixar as informações passadas mais interessantes.

Eu pessoalmente, junto com mais uns tantos presentes, não ouvi nenhuma “novidade” nas informações do BLKMKT, mas a gente não conta, né? Pelo formato, as informações passadas e a própria experiência, eu cheguei a sugerir por e-mail que a Symantec fizesse algum programa com escolas. Além de super-educativo, tenho certeza que a molecada vai prestar atenção na “aula”. Ler o artigo completo

Sua senha diz muito sobre você

Manoel Netto em 8 de fevereiro de 2009 2 Comentários

Segurança total, by Nighto

Senha de banco, senha de e-mail, código da catraca eletrônica, letras complementares da senha do banco, senha de Internet Banking, repeteco de todas as outras senhas da esposa (ou do marido) … Com tantas senhas para decorar, a maioria dos usuários de Internet costuma facilitar na hora de criar sua palavra-chave e acaba utilizando a mesma em praticamente todos os serviços que utiliza. Ler o artigo completo

Próxima Página »