Tema: Internet

Facebook pode ser usado para manipular suas emoções

Facebook manipulation

Essa foi a conclusão de um estudo realizado pelos pesquisadores do próprio Facebook e publicado em forma de artigo científico. O estudo em si não é muita novidade, já que sabemos que o ser humano é influenciável pelas emoções do meio – não importa se o meio é digital ou não. A conclusão é que precisa ser outra.

O estudo conduzido com a nossa permissão – ao concordar com os termos de uso da rede social de Mark Zuckerberg – manipulou o newsfeed de cerca de 600 mil usuários, selecionando aleatoriamente os perfis que receberiam mais textos e notícias negativas ou mais positivas. Com base nesse filtro, os pesquisadores avaliaram se essa exposição ao positivismo ou negativismo faria diferença nos posts que os usuários compartilhariam. E, como esperado, fez. Os participantes do teste foram “contaminados” pelas emoções dos seus amigos, passando a também disseminar o mesmo.

Com base nesses resultados o que devemos considerar? O fato de estarmos utilizando um serviço gratuito e que nós o pagamos com nossos dados e nosso comportamento – e até concordamos com isso ao utilizar – faz com que nos tornemos reféns dos filtros que a empresa quiser aplicar. E já aplica, segundo eles, para que nossa timeline tenha mais relevância para nós mesmos. Mas nós sabemos que é uma empresa que busca rentabilizar o máximo de seus serviços (e nossos dados, matéria prima), certo? Quem nos garante que os filtros já não estão sendo (ou não serão) vendidos? Continue lendo “Facebook pode ser usado para manipular suas emoções”

Um ano sem Internet

Paul Miller tinha um desafio: ficar um ano sem Internet. No início tudo são flores, mas e no final? Você conseguiria? Você voltaria para a Internet após um ano sem ela? Paul achava que não.

Paul Miller - The Verge

Paul Miller é um articulista de tecnologia do The Verge que topou o desafio de ficar offline por um ano. Nada de e-mails, web, GPS, smartphone, e-books, nada. Não ficou sem usar tecnologia, claro, seria um tanto mais complicado, principalmente porque ele continuou sendo pago pelo The Verge para escrever seus artigos. Mas ficou desconectado.

Ele achava que encontraria, nesse hiato, seu verdadeiro eu, sua identidade perdida na batalha contra a vida corrida e intensa da Internet, as distrações que o mantinham distante das coisas reais, das pessoas reais, de sua família, do que realmente valia a pena. Da vida.

Ao contrário de tudo isso, Paul descobriu que sua vida e a Internet eram coisas intrínsecas. Ele descobriu também que na vida offline existiam tantas distrações quanto na online. Após um tempo ele descobriu o quanto era difícil pra ele, sair de casa para encontrar os amigos, fazer ligações ao invés de enviar e-mails, responder as cartas dos seus leitores e ir aos correios para enviar. Ele finalmente concluiu que não era a Internet que o atrapalhava de descobrir seu verdadeiro eu, que o afastava das pessoas ou que o distraía com coisas inúteis ao invés de focar nas verdadeiras coisas que valiam a pena.

O culpado, era o próprio Paul

Em seu texto de retorno à Internet, Paul diz que se sente decepcionado com ele mesmo por não ter tido nenhuma epifania no período, por não ter realizado o que era o objetivo do projeto. Mas Paul se enganou. A sua epifania foi sua grande descoberta sobre si mesmo, sobre ser o principal responsável pelo rumo que sua vida toma, por suas escolhas, pelos erros e acertos, pelo aprendizado.

What I do know is that I can’t blame the internet, or any circumstance, for my problems. I have many of the same priorities I had before I left the internet: family, friends, work, learning. And I have no guarantee I’ll stick with them when I get back on the internet — I probably won’t, to be honest. But at least I’ll know that it’s not the internet’s fault. I’ll know who’s responsible, and who can fix it.

A Internet (ou o videogame, o Facebook, a escola, o trabalho, ou qualquer outro culpado que você queira arrumar) não é responsável por nos afastar de nosso caminho. Nós somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Nenhuma tecnologia vai mudar quem você é. Ela pode apenas amplificar, facilitar a divulgação e a conexão com outros iguais.

O que você está fazendo da sua vida?

Video-documentário de Paul Miller / The Verge

Facebook Social Search is in the house

Há alguns dias o Facebook anunciou sua “próxima grande coisa” (numa tradução livre e tosca do que eles mesmos disseram sobre isso): a Busca Social. Diferente do Web Search, que por mais que o Google esteja investindo em personalização em uma espécie de curadoria de resultados (o que eu acho bem ruim), não é a mesma coisa que você mesmo filtrar o tipo de resultados que deseja obter.

O Social Search do Facebook, usa suas conexões, interesses, fanpages e conexões de suas conexões, para exibir os resultados que você está buscando. Você pode usar uma variedade de combinações, sem uma ordem específica, para obter os resultados desejados.

Vamos aos exemplos de Social Search

Digamos que você queira saber, por exemplo, quantos e quais dos seus amigos de escola estão no Facebook e moram na mesma cidade que você. No meu caso, a busca seria: people who went to CEFET-BA and live in São Paulo, Brasil. O próprio Facebook vai sugerindo enquanto você digita. As primeiras pessoas listadas, abaixo:

Social Search 01 - Tecnocracia

Esse resultado foi enorme, com muita gente que eu não conheço, de períodos diferentes. Digamos que eu queira refinar um pouco essa busca, listando apenas amigos de amigos (lembre-se, “amigos” no caso são suas conexões de Facebook, ok? o sistema não adivinha quem é seu amigo). Minha busca foi: Friends of my friends and my friends who went to CEFET-BA and live in São Paulo, Brazil. A lógica era descobrir contemporâneos da escola que estão morando em Sampa. Mas o FB Social Search ainda não está tão afinadinho e me listou, dentro de vários outros resultados corretos, um ex-colega de sala que mora em outra cidade. Quén.

Social Search 02 - Tecnocracia

Vamos então resumir aos amigos e buscar outra entidade dentro do site do Sr Mark. Fotos :). Modo stalker ativado.

Social Search 03 - Tecnocracia

Tá vendo aquela caixinha ali do lado? Você pode usar para filtrar suas buscas, ao invés de se matar caprichar no seu inglês. Facilita bastante, não é?

Outros exemplos de busca que podem ser interessantes:

  • my female friends who are single (olhaí a prospecção pros solteiros)
  • my male friends who works at [sua empresa] and likes basketball (procurando parceiros pra jogar?)
  • female friends of my friends who lives in [sua cidade] and are single and like beer (opa!)
  • places my friends have been in [cidade onde você está viajando a trabalho] (onde é legal de ir?)
  • photos of my (female) friends taken in [nome de uma balada] (prospecção ou zoação só mudando uma palavra)

Em que isso é importante?

Em várias coisas. Como eu disse, o Google hoje já faz uma espécie de seleção dos resultados pra você, o que é uma merda, porque ele não sabe o que você está buscando, ele apenas tenta adivinhar. Além disso, uma busca web é muito diferente de uma busca social. Você sabe o que você quer ver, pode filtrar da forma que bem quiser no momento e a única pessoa que pode impedir que determinado conteúdo seja visto é o proprietário dele, o usuário, através dos filtros de privacidade.

A tendência é que existam duas internets (ou várias). A pública e a privada, dentro dos grandes sites fechados, como o Facebook. Acho que nem o Mark quando roubou a ideia dos professores imaginava que seu site um dia poderia ser uma espécie de Internet privada, do tamanho ou maior que pública. Como tudo tem seu lado ruim, hoje o Google controla as buscas, o Facebook controla o que é social. Decisões podem ser tomadas à sua revelia, afinal, não se esqueça que o site é privado e apesar de você colocar um monte de conteúdo nele, aquele pedacinho de terra virtual não é seu e pode ser retirado de você a qualquer tempo.

Você curtiu o Social Search? Tem preocupações de privacidade? Quer sugerir alguma busca interessante? 😉

Olimpiadas ao vivo pela Internet

Fomos notificados da existência de uma série de sites anunciando a transmissão ao vivo, via Internet, dos Jogos Olímpicos 2012 em Londres. Acontece que grande parte dessas transmissões não existem, são ilegais ou são simplesmente golpes (em sua maioria).

O Comitê Olímpico Internacional autorizou apenas 33 empresas a transmitirem os jogos para 200 países. Essas são as transmissões oficiais. Pode acontecer de, uma das grandes, oferecer pacotes de transmissão via Internet, mediante pagamento. Mas somente essas, as donas das concessões do COI, podem fazer tais transmissões.

O COI está tão ligado nessas coisas que vem removendo diariamente vídeos postados por usuários em redes sociais e sites de vídeos. É remoção sumária, sem satisfação. Até mesmo se alguém filmar a tela da TV de alguma transmissão oficial e postar na Internet, é ilegal e eles irão remover sem dó.

Por isso, muito cuidado ao buscar esse tipo de transmissão online. Alguns sites estão pedindo e-mails e outros até os dados de cartão de crédito do usuário incauto, que poderá estar caindo em um golpe sem sequer perceber.

Streaming das Olimpíadas de Londres? É balela! Não clique.

Dear Internet

“A Internet” mandou um recado para o Flickr:

#dearmarissamayer

O Flickr respondeu:

#DearInternet

Grande lição do Flickr pra nós todos:

Aprendam a lidar com a Internet, seus movimentos e como participar.