Tema: Google

Descanse em paz, Orkut

R.I.P. Orkut 2004-2014

Após 10 anos de existência e, desses, uns 4 de ostracismo e abandono, o Orkut fechará suas portas no dia 30 de setembro. O anúncio veio do próprio Google, que agradece o tempo dedicado e lamenta aos que ainda utilizam a plataforma, depois de anos sem qualquer investimento ou pronunciamento sobre o futuro de sua primeira rede social.

O Orkut nasceu como um projeto pessoal de um engenheiro do Google – cujo nome foi utilizado para batizar a ideia – em seu tempo vago. Até hoje a empresa incentiva que seus funcionários criem coisas diferentes dos seus projetos habituais e foi num desses momentos que Orkut Büyükkökten acabou desenvolvendo a rede, e nós agradecemos até hoje ele não tê-la batizado por seu sobrenome.

Apesar do imenso sucesso no Brasil (e em alguns países do oriente), o Orkut nunca “pegou” no resto do mundo, perdendo no início para o mySpace e depois para o Facebook, e por esse motivo nunca recebeu muita atenção da empresa. O Google, aliás, chegou muito tarde nas redes sociais (depois da falha em não investir no Orkut) e hoje se arrasta no Google Plus tentando angariar adeptos (porque cadastros eles já empurraram obrigatório na garganta de toda conta Google, certo?). É bem provável que esse falecimento decretado, com data de enterro e tudo, seja mais uma tentativa de atrair usuários para o Plus, mas quem vai saber? Se o Orkut ainda atraía usuários fiéis, eu acredito que seja por conta do seu formato, que o Plus não herdou e sequer chega próximo do similar.

Comunidades ou afinidades?

Uma das grandes funcionalidades do Orkut que o tornaram útil por tantos anos foram as comunidades. Nelas o objetivo era estimular a discussão, a conversa entre pessoas conhecidas ou não, a troca de informações e de experiências. O que aconteceu efetivamente e por isso foi muito útil. Por se tratar de uma rede fechada às buscas do Google (inicialmente), muita gente entrava para pesquisar determinados assuntos e por vezes os resultados eram de melhor qualidade que na busca geral da web. Mas as comunidades também tinha uma outra funcionalidade: definir características da personalidade do usuário.

Quem não se lembra de comunidades famosíssimas, como: Eu odeio acordar cedo; Sou legal, ñ tô te dando mole; Sua inveja faz a minha fama; A gente se fode mas se diverte; Tocava campainha e corria; Eu amo a minha mãe; Deus me disse: desce e arrasa; Bocejei ao ver essa comunidade; Eu abro a geladeira pra pensar; Eu tenho medo do Plantão; Cala a boca… e beija logo; Se eu morrer, minha mãe me mata. Entre piadas, comunidades que acabam gerando novas amizades, a maioria era utilizada apenas como traço de personalidade, não havia interação – tirando algumas poucas pessoas e muitos spammers.

Comunidades Orkut

Esse tipo de característica não se encontra no Facebook ou no Plus, simplesmente porque o formato dessas redes prioriza a interação. A presença de um “newsfeed ou timeline” que não existia nos primórdios do Orkut e mesmo depois das atualizações não incluía postagens dos fóruns, acabava por estimular a “ostentação” das comunidades – que ficavam em local de destaque no perfil – como “badges” ou insígnias. Algo como usar um button de sua banda preferida ou com frase engraçadinha. As comunidades do Orkut eram os buttons digitais.

Essas e outras características, como as brincadeiras de “beija ou passa” que rolavam nas comunidades, não foram migradas com sucesso para outras redes. Então, podemos dizer que o Orkut morre levando seu legado consigo, de uma época da Internet moleca, sem comprimisso, sem #mimimi, de várzea ;).

O que fazer antes do dia 30 de setembro

Se você ainda tem um perfil abandonado por lá, pode importar todas as suas mensagens, scraps, perfil e testimonials através do Google Takeout e importar suas fotos para o Google Plus. Suas comunidades, caso sejam públicas, ficarão disponíveis em modo somente leitura, numa espécie de “museu das coisas velhas” que o Google vai fazer com o Orkut, então, se você quiser que suas comunidades fiquem disponíveis para os arqueólogos digitais do futuro, você precisa mudar a privacidade delas. Já se for o contrário e você não quiser mais que seu nome ou suas mensagens apareçam vinculados ao Orkut, você precisa removê-lo de sua conta Google.

Outras informações sobre o que você pode fazer antes do Orkut dar adeus, você encontra na página de suporte dedicada ao assunto: Time to say goodbye to Orkut.

Quer compartilhar alguma lembrança boa que o Orkut lhe dá/deu? Usa os comentários abaixo.

Livre-se daquele anúncio que te persegue

A história é sempre a mesma: você entra num site qualquer – digamos que seja um site que vende tênis – e olha um produto. Assim, sem pretensão de comprá-lo, você está apenas olhando modelos, ou mesmo verificando preços, comparando. Pronto. É o que basta.

Depois desse momento você será perseguido por esse famigerado tênis. Em todo site que você acessar, até aquele site educativo, que não tem nenhuma relação com o diacho do tênis, você verá anúncios do desinfeliz. Em todos os tamanhos e formatos, alguns até bem coloridos e “animados”. Tênis em tudo que é canto.

Se a gente já detesta aquele vendedor que, mal você entra na loja, já vem perguntando se pode ajudar, sugerindo coisas enquanto você olha outras, imagine que esse vendedor te persiga pelo shopping. Você entra na loja de discos, já vem ele te mostrando o tênis que você olhou por último: “Olha, está na promoção!”. Daí você vai fazer um lanche, ele senta na mesa e mostra de outra cor: “Se você comprar agora, te dou um desconto de 5% na compra por boleto.”.

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Novo Google Maps 2013, testado e aprovado

Novo Google Maps

Há uns 15 dias o Google fez o release para convidados da nova versão do seu aplicativo de mapas, o Google Maps. Desde então, tenho esperado o convite para testá-lo e hoje, finalmente, foi liberado pra mim.

Não tive acesso ao festejado mecanismo 3D porque, segundo o aplicativo, o meu sistema operacional (MacOS X) não é suportado. Então, tive que me contentar com a versão “Lite” do Google Maps 2013, que não contém movimentos da Terra, mapas em forma de globo (como o Google Earth) e plotagem dos prédios (os disponíveis) em 3D.
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Google Glass na promoção

Google Glass

Há alguns anos, aqui em São Paulo, eu me espantei (só um pouco, verdade) quando passei por um camelô e ele me ofereceu, entre chicletes e pentes, pendrives e cartões de memória. Ora, na época isso não era tão barato como hoje, mas os comerciantes das ruas já antecipavam o movimento.

Eu fico imaginando daqui um tempinho o vendedor anunciar: “Olha aí o Google Glass na promoção! Tem do Google, da Toshiba, da Apple e tem também o genérico, baratinho!”. Não demora, hein?
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Multifactor Authentication na DreamHost

google-authenticator-logoA DreamHost, um dos webhostings mais conhecidos e utilizados na blogosfera brasileira (e lá fora também), implementou por esses dias a Autenticação Múltipla (numa tradução livre de Multifactor Authenticator) em seu painel de controle. Em parte isso se deve a um dos últimos episódios de hacking envolvendo a DreamHost, quando seus usuários tiveram suas senhas de painel expostas a um grupo invasor e rapidamente a DH agiu de forma corretiva. Essa é uma ação preventiva.

Tendo em vista uma invasão ainda mais recente envolvendo o LinkedIN (unsalted passwords, LinkedIN? Really?), qualquer iniciativa de tornar o processo de login um pouco mais seguro, é sempre válida. E no caso da DH, a solução adotada foi o uso de um token virtual em forma de aplicativo mobile. O escolhido foi o Google Authenticator.

O que é o Google Authenticator e como utilizá-lo

Você provavelmente utiliza em seu acesso ao Internet Banking alguma forma de autenticação secundária, seja através de um cartão de códigos (bizarro) ou um token eletrônico em forma de chaveiro. Alguns bancos já possuem token eletrônico, em forma de aplicativo móvel e/ou extensão do browser. Nada mais é que um gerador automático e temporal de senhas dinâmicas. Uma segunda senha que só quem sabe é quem tem acesso ao token.

O Google Authenticator App é um desses geradores, que possui duas formas de apresentar os códigos: em forma de contador, em que cada vez que você utiliza ele gera um código, e temporal, que muda o código a cada intervalo de tempo, bem pequeno, sendo assim mais seguro.

O aplicativo é multiplataforma. Existem versões para iOS, Android, BlackBerry e Windows Phone, abrangendo praticamente todo o mercado mobile e por isso, a opção mais adequada a ser adotada pela DreamHost. Para baixá-lo, apenas acesse sua loja de aplicativos mobile de costume e busque pelo nome – ou acesse a wiki da DH e veja os endereços.

Após a instalação do aplicativo, basta clicar no “+” e criar uma nova autenticação com o site escolhido. No passo a passo abaixo, aprenda como criar uma autenticação secundária no seu painel da DreamHost. Continue lendo “Multifactor Authentication na DreamHost”