Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007 - 13:42
Quando se fala em inclusão digital no Brasil, só se lembra da velha promessa de muitos políticos em fazer “distribuição de tecnologia”, fornecendo acesso ao computador às camadas mais pobres da população. Mas não é somente o pobre que precisa ser incluído digitalmente. Mais difícil ainda é o acesso do deficiente físico ao computador.
Muitos estudos estão sendo desenvolvidos no intuito de tornar a interface do computador, normalmente comandada pelas mãos (teclado e mouse), amigável para outras formas de interação como movimentos do olho, voz, boca e até mesmo pensamentos. Alguns equipamentos e tecnologias são apenas estudos primários, mas alguns deles já estão em forma de protótipo e esperando ajuda para formalização do produto para entrar no mercado.

Um bom exemplo é o equipamento que permitirá controlar o computador com a língua, uma solução para quem não possui movimentos nos braços. O aparelhinho, batizado de ACCS (Alternative Computer Control System - ou Sistema Alternativo de Controle de Computadores) GRAViTONUS, já tem uma “cara” de produto comercializável, e pelas fotos parece ser confortável ao utilizador além de não intrusivo. Estão esperando um parceiro para produzí-lo.
Você conhece alguma empresa interessada? Indique o site do produto.
Fonte: Engadget
acessibilidade, computador-para-todos, democratização, gadgets, inclusão-digital, usabilidade
Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006 - 12:18
Compartilho da idéia do Henrique sobre a Internet. Desde meados de 1998, quando eu comecei a agir na Internet (em 1997 eu apenas tomei conhecimento de sua existência e comecei a acessá-la) descobrindo como ela funcionava, montando redes internas, servidores de chat, jogos, web, ftp, etc. eu gostei muito da expressão “compartilhar” e concluí que essa era a verdadeira essência da Internet.
Hoje estamos vivenciando um movimento grande em torno de sites “colaborativos” e isso tem tomado uma conotação de novidade, quando não é. Os padrões web são velhos, o método Ajax de desenvolvimento é velho, o “menos é mais” é velho, as defesas da usabilidade e acessibilidade são velhas. Tudo que estamos hoje encarando como coisas novas e revolucionárias, foram pensadas e criadas há um bom tempo, a grande maioria - para não ser radical e dizer todas - pensando em uma só coisa : compartilhar.
Estão aí os sites colaborativos que não me deixam mentir. Compartilha-se o poder de criar o site, de criar o conteúdo, de compartilhar conhecimentos. Olha os blogs nessa categoria. Mesmo os simples blogs pessoais, nada mais fazem que compartilhar da sua vida com o mundo. E podem ter certeza de que tem muita gente que os lê.
Assim como os feeds, que servem para compartilhar em tempo real o nosso conteúdo para quem não tem tempo ou paciência de entrar em cada site individualmente, temos “agora” (os primeiros rascunhos datam de 2002) o padrão OPML que compartilha os nossos feeds. Coisa impressionante, não ? Podemos compartilhar de uma forma padronizada, organizada e limpa as nossas fontes, nossas leituras diárias, nossas inspirações. Muito mais que um “blogroll”, que muitas vezes serve apenas para fazer “troca de links” entre amigos.
O Henrique já falou com muita propriedade sobre o assunto, para não ser repetitivo, leia o artigo dele na íntegra no Revolução ETC.
O meu OPML já está pronto, prometo atualizá-lo sempre. E o seu?
[UPDATE] Seguindo a dica do Élcio, estou disponibilizando meu OPML diretamente do Bloglines, eliminando a necessidade de atualizá-lo manualmente.
acessibilidade, ajax, Blogs, feeds, opml, padrões-web, Tecnocracia, usabilidade, Web-2.0
Sábado, 16 de Dezembro de 2006 - 14:25
Há 3 dias fiz um comentário no artigo do Henrique, que trata da exigência do mercado em relação aos padrões web, sobre o pseudo amadurecimento desse mercado em relação a essas exigências. Coincidentemente, ontem saiu um artigo no 456 Berea Street que afirma, baseado em dois outros artigos, que 97% dos sites (globalmente falando) continuam “inacessíveis”.
A afirmação vem de uma pesquisa encomendada pela ONU e feita pela Nomensa para medir o quão acessíveis são os sites ao redor do mundo. A pesquisa, por motivos óbvios feita por amostragem, em 5 sites de cada um dos 20 países testados, utilizou um representante da cada categoria listada abaixo:
- Viagem (empresas aéreas);
- Finanças (bancos);
- Mídia (jornais online);
- Política (representantes de governos federais);
- Varejo (lojas virtuais).
Ler o artigo completo
acessibilidade, opinião, padrões-web, usabilidade, Web-2.0
Domingo, 3 de Dezembro de 2006 - 0:28
Calma, esse não é um artigo para falar sobre coisas que quero mudar no próximo ano. A palavra resolução foi usada tecnicamente, para definir o tamanho em pixels da tela do usuário.
Como está mais uma vez em pauta os padrões utilizados para definir um layout fixo do website (O Tableless mudou, o Henrique pensa em mudar e o Bruno revolveu também falar sobre), resolvi eu também dar o meu pitaco no assunto.
Ler o artigo completo
acessibilidade, Brasil, opinião, Tecnocracia, usabilidade