Maçãs verdes fritas

Hoje aconteceu em São Paulo o Simpósio Executivo RMA – Comunicação e Visibilidade. Um evento voltado basicamente aos clientes da empresa, prospectos e alguns jornalistas e blogueiros foram convidados. Foi bacana acompanhar um pessoal que cresceu na chamada mí­dia tradicional falar de comunicação em tempos de web 2.0, social media, consumer generated content, etc. Mas […]

Maçãs verdes e brancasHoje aconteceu em São Paulo o Simpósio Executivo RMA – Comunicação e Visibilidade. Um evento voltado basicamente aos clientes da empresa, prospectos e alguns jornalistas e blogueiros foram convidados.

Foi bacana acompanhar um pessoal que cresceu na chamada mí­dia tradicional falar de comunicação em tempos de web 2.0, social media, consumer generated content, etc. Mas ainda falta muita estrada – compreensí­vel – para que essa transição se dê de forma natural e espontânea. Existem ví­cios da “Era 1.0″ correndo no sangue. Ví­cios que encontramos na maioria dos clientes.

Logo no iní­cio da apresentação deu para perceber em que seria pautada. De acordo com a definição do pessoal, a diferença da comunicação praticada nas últimas décadas era:

  • Anos 80: Eu comunico
  • Anos 90: Eu informo
  • Anos 2000: Trocamos informações que nos interessam

O erro está na terceira sentença. O mercado ainda não está preparado para o “nós compartilhamos”? Não é uma moeda de troca, nós damos informações, damos a nossa opinião, cedemos o direito de uso, espalhamos, divulgamos … repito: COMPARTILHAMOS. Não existe isso de troca. Não há “rate” como nos sistemas de FTP dos anos 90, onde você só poderia baixar arquivos se, obrigatoriamente, também disponibilizasse arquivos para a comunidade. Esse “compartilhamento compulsório” já não faz o nosso estilo.

Muito se falou sobre ambiente colaborativos internos, como wikis e blogs em intranets. Não desfazendo da iniciativa em começar a experimentar novos canais de comunicação e com a licença de meus leitores, quero esclarecer: isso não é social media. Um ambiente fechado é uma intranet, uma wiki fechada é um sistema de knowledge management – coisa que existe há anos, um blog interno e cheio de “controle” – palavra usada pelos palestrantes – não funciona.

Um blog ou wiki é tão somente uma ferramenta, como um serrote ou um martelo. Empunhar um pincel não fez de ninguém pintor. Usar um blog ou wiki não faz uma empresa sair da “Era 1.0″ para a “Era 2.0″ – para usar, mais uma vez, termos da palestra. De que adianta um blog fechado onde os funcionários são “controlados” e não podem discordar do que for postado? E um wiki, que os verbetes não podem citar fatos ou problemas da empresa/produto? Se é pra ser social, coloca a cara no mundo, chama os clientes para opinarem, coloquem os produtos para avaliação. Interaja, ou morra tentando.

Enquanto as empresas continuam temendo os blogs e redes sociais, enquanto existirem jornalistas com medo de perder espaço no mercado de trabalho para blogueiros – uma das perguntas levantadas durante o evento por um jornalista – as pessoas vão aprendendo a se expressar, formando comunidades, criando blogs, transformando-os em um negócio (ou não), aparecendo na mí­dia e sentindo um pouco a experiência “do outro lado” e cada vez mais sabendo que esse poder está crescendo e não é reversí­vel. Adaptem-se, evoluam ou morram no próximo asteróide.

[tags]Comunicação, Evento, RMA, Internet, Web 2.0[/tags]

Comentários sobre "Maçãs verdes fritas"

11 comentários arquivados em “Maçãs verdes fritas

  1. Tenho uma séria neura com termos em inglês desnecessários. Aliás, tenho uma séria neura com o termo “web 2.0″. Sinceramente, não é nada de mais. O mundo já fazia isso há muito tempo só não havia a tecnologia para habilitar em escala global e em tempo real.

    Portanto esse 2.0 é um termo muito mais relacionado í  infra do que í  comunicação. Enquanto isso a tua linha do tempo fala exclusivamente de comunicação.

  2. Bender, o artigo é sobre “comunicação em tempos de web 2″, então se trata de comunicação mesmo.

    Sobre a web 2 ser relacionado exclusivamente í  tecnologia, discordo de você. Primeiro por que tudo o que surgiu quando o “Oh Really?” cunhou o termo foi baseado em comunicação, em compartilhamento (a essência da Internet, como já disse em outro artigo). Tudo tem nome de “social” qualquer coisa. E, ademais, Internet é comunicação, ora pois. Tecnologias são só ferramentas que a facilitam, como falei acima.

    Abraço

  3. Em primeiro lugar, obrigado por ter participado de nosso evento. Reforço com sinceridade que foi uma honra mesmo. Com relação ao uso dos sw sociais em intranet, concordo com vc. O tempo todo enfatizo para as empresas que tentar colocar um sw social no servidor “apache” e para um público restrito quebra as regras do social media.

    O ponto é que eles próprios desconhecem os sw sociais, porém, ao serem apresentados, ficam seduzidos pelas funcionalidades e flexibilidade, descartando os conceitos da social media. Cabe a nós todos quebrarmos paradigmas, com extrema paciência, pois “reformatar” qq. coisa leva tempo e dá trabalho, vide um próprio HD, imagine então fazer isso com cultura pessoal, social e, principalmente, corporativa (que agrega um tempero adicional, mas não menos importante: a pressão por resultados).

  4. Marcio Cavalieri -

    Manoel,

    Valeu pela presença no evento e pelos comentários. Estamos em uma fase de reformataçao mesmo, pois é complicado mostrar ao mundo corporativo a importancia e urgencia disso. Contar com o apoio e sugestões de pessoas que já estão nesta estrada há um tempo é bastante gratificante.

    Um abraço

    Marcio Cavalieri
    RMA

  5. Link Externo: Techbits

  6. Gostei do “evoluam ou morram no próximo asteróide.” Tu poderia dizer tb: “Morram dinossauros!” ahahah Boa, boa, mn! Sutil!

  7. Olá Mario, olá Márcio.

    Obrigado pelos comentários e pelo convite. Eu fico feliz em saber que empresas como a sua estão nessa luta conosco para “reformatar” o mercado. Sei o quanto é difí­cil e reconheço o esforço de vocês. O “recado” do texto foi direcionado mesmo aos clientes.

    Espero que a RMA, assim como outras empresas – sejam RP ou não – não desistam e continuem investindo e se aprofundando no tema. Fica a sugestão de organizarem encontros mais informais, onde possamos trocar idéias diretamente. Fugir um pouco do formato tradicional de palestra seguida por perguntas.

    Grande abraço

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