Google Search cada vez mais social

O serviço de buscas do Google é provavelmente o mais utilizado em todo o planeta – digo “talvez” somente pelo lado oriental do mundo, que tem outras ferramentas mega acessadas das quais nunca ouvimos falar. Ele é tão utilizado que as pessoas o acessam mesmo quando já sabem a URL destino, digitam-na no campo de […]

O serviço de buscas do Google é provavelmente o mais utilizado em todo o planeta – digo “talvez” somente pelo lado oriental do mundo, que tem outras ferramentas mega acessadas das quais nunca ouvimos falar. Ele é tão utilizado que as pessoas o acessam mesmo quando já sabem a URL destino, digitam-na no campo de busca e clicam no primeiro resultado (ou não, já que vivo recebendo visitas no Balela pela query de busca “www.tim.com.br”).

Com o crescente número de páginas sendo criadas a cada segundo, e consequente lixo digital sendo colocado em rede, o algoritmo de PageRank não dá mais conta de trazer í  tona o que é mais “relevante” nas buscas. Por outros motivos também, afinal SEO virou mato, todo mundo está “otimizando” (fraudando, até) seu conteúdo para o Google, além disso, existe o questionamento de o que é relevante para mim, pode não ser para você blablabla whiskas sachet. Com tudo isso, a gigante proprietária do site de buscas mais importante da atualidade, está focando em “busca social”.

Buscar em meus contatos

Opções como essa nós já haví­amos visto em redes sociais, como Orkut e Facebook, e não é novidade quando queremos encontrar pessoas, certo? Mas daí­ que a Internet sempre foi social. Toda rede é social. Antes de computadores, temos pessoas conectadas umas com as outras. Daí­ que as empresas estão finalmente se dando conta disso e toda a Internet está tomando um rumo onde, em algum tempo, o conceito de “rede social” que conhecemos hoje deixará de existir, pois toda ela assim será.

Não é a primeira iniciativa do Google nesse sentido. Primeiro adicionaram a personalização dos resultados de busca, onde usam opções do próprio usuário para escolher o que é relevante. Depois adicionaram uma função de especialistas, onde poderí­amos marcar pessoas como confiáveis e dar preferência ao conteúdo indicado por eles. Isso tudo porque a empresa ainda não tinha um grafo social montado. A própria função de compartilhar conteúdo no Google Reader, era baseado em sua rede de contatos do Gmail, basicamente. Após isso, a empresa começou a juntar Orkut, criou seu Profiles, surgiu o Wave e finalmente o Buzz. Pronto, grafo social devidamente definido e funcional, vamos melhorar as buscas.

Baseado no meu “cí­rculo social” (que é como eles traduziram “grafo social” para qualquer pessoa entender), as pessoas que fazem parte dos meus contatos, montado pelos serviços Google (e além, através dos serviços associados ao meu Profile, já que nos exemplos acima foram utilizados contatos do Twitter), ele exibe resultados para a minha pesquisa, dentro dos serviços que as pessoas do meu cí­rculo cadastraram. Ou seja, blogs, twitter, sites e redes sociais indexadas podem ser utilizados para exibir conteúdo compartilhado por meus contatos.

Isso torna a busca muito mais pessoal e provavelmente um pouco mais relevante ou no mí­nimo mais personalizada e próxima. O próximo passo natural, é a localização. E unindo as duas coisas, social e local, com mais uma terceira, mobile, podemos ter futuramente uma inteligência capaz de utilizar a localização em tempo real de meus contatos, aliado a sugestões (Buzz, FourSquare, Twitter) para me indicar resultados relevantes naquele momento, baseado em minha localização atual. Pirou? Eu também. 🙂

Alessandro disse:

O mundo inteiro depende do google kkkkkkkkkkkkk.

Sérgio disse:

É o Google !