Ganhe dinheiro na Internet com um banner do Senado

Então, todo mundo discutindo por aí­ se o banner morreu ou não, se comercial de 30 segundos na TV já era, blablabla, e p site Paraí­ba.com.br nos dá essa grande lição de como negociar espaços publicitários. O Cardoso deu no blog dele e eu fui ver se era verdade: o Senado Federal paga R$ 48.000,00 […]

Então, todo mundo discutindo por aí­ se o banner morreu ou não, se comercial de 30 segundos na TV já era, blablabla, e p site Paraí­ba.com.br nos dá essa grande lição de como negociar espaços publicitários. O Cardoso deu no blog dele e eu fui ver se era verdade: o Senado Federal paga R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais) por mês (leu certo, por MíŠS) por um bannerzinho de 120×60 pixels no tal site. Quanto será que custa o fullbanner?

UPDATE: A Raquel Camargo me chamou a atenção no Twitter que alguém mudou o texto no site do Senado, retirando a palavra MENSAL do valor. Será que apenas corrigiram um erro ou estão tentando “diminuir” o problema? Pelo menos sabemos que alguém de lá já soube da repercussão.

Senado paga 48 mil reais por banner

Screenshot do Senado Federal, consulta pública de contratos

Avaliando a contratação

De acordo com o site do Senado, o contrato com vigência de 12 meses e que custa 48 mil reais de nossos bolsos todo mês, está na categoria Inexigibilidade, ou seja, não foi necessária uma licitação para essa contratação, o que é ilegal se avaliarmos que situação pode ser caracterizada dessa forma:

Artigo 25 – É inexigí­vel a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

I – para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que ser realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes;

II – para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;

Parte da Lei Federal #8.666, de 21 de Junho de 1993, extraí­da do site Licitação.com.br

Deixando claro, só se pode contratar um serviço sem licitação quando o mesmo for tão especí­fico que não haja competição no mercado. Mesmo que fosse o caso do bannerzinho ser maravilhosamente único, serviços de publicidade são especificamente proibí­dos de serem tratados como inexigí­veis, portanto, esse contrato não deveria ser aprovado, certo? Mas ele já foi aprovado anteriormente, no valor de 40 mil reais (pelo visto houve um pequeno reajuste nos preços de anúncios do site, embora os valores de espaços fí­sicos, banda, tráfego e até o dólar tenham caí­do).

O site então, qual a relevância?

O que teria esse “portal” de tão relevante para cobrar 48 mil reais por um banner (na verdade um botão, de 120×60 pixels) pelo perí­odo de um mês? Teria ele mais acessos que o UOL? Uma central de assinantes RSS maior que o MeioBit? Uma comunidade mais ativa que o Orkut? Vejam vocês mesmos:

Alexa

O site chega a perder para um blog de tecnologia com acessos medianos. Bah!

Então, qual seria o tal serviço exclusivo que não teria concorrência no mercado para justificar a inexigibilidade de licitação mesmo? Se alguém puder me explicar, ficaria feliz em atualizar esse texto e ficar com menos nojo que agora.

Quem já falou sobre o assunto

Dinheiro disse:

É nojento mesmo! Sem comentários….

Gustavo disse:

Os 48.000,00 não é por mês, é por ano. A maioria dos sites que tinha o Banner estava assim na pagina, isso foi um erro, podem vê de novo, está corrigido.

Gustavo disse:

O caso do Banner do Paraí­ba.com.br já é velho na imprensa paraí­bana, o dono da impresa falou sobre o caso em um programa local.

Blog da Redatora: http://claudiacarvalho.blogspot.com/2008/07/o-famoso-banner-do-parabacombr.html

Zandormaz disse:

Cada vez me convenço mais que a única saí­da para os brasileiros é (como disse Tom Jobim) o aeroporto…

Alex lima disse:

Ernanos, e de um contrato desses que eu preciso. me coloca nesse esquema ai!!

Leyo! disse:

Olá,

Gostei muito do seu blog e das suas idéias, temos muito em comum, pode ter certeza.

Visite o meu blog e veja o que acha dele, de repente você gosta.

leyomudeomundo.blogspot.com

Abraços Amigo!

Leyo!

Também falei do assunto no meu blog. Coloquei links para os printscreens, inclusive para o do cache do Google (imagem exibindo toda a tela do computador, sem cortes). Não satisfeita, fiz o download do conteúdo da página armazenada no cache. Na quarta (dia 16) í  noite, a página onde antes estava o contrato estava vazia. Apenas cabeçalho, tí­tulo, mas nada sobre o contrato propriamente dito. Sabe o que aconteceu? Mudaram o contrato de lugar. Antes estava no endereço http://www.senado.gov.br/sf/contratos/empresaContratada.asp?o=1&e=PARA%CDBA+GRAPHICS (de onde vários blogueiros tiraram os screenshots); agora está em http://www.senado.gov.br/sf/contratos/empresaContratada.asp?o=1&e=PARA%CDBA+INTERNET+GRAPHICS

Cara-de-pau não tem mesmo limites…

Terramel disse:

ops… o site é wscom, um site do nordeste.. Walter Candido é o nome que está no registro.br

Terramel disse:

Manoel, to passando aqui só pra falar que tem mais sites participando do programa de monetização do senado ;D Acabei de postar sobre isso no meu blog que fala sobre o banner no site do Walter Candido Santos, um advogado, presidente de alguma coisa aí­… Dá uma olhada 😀

Abraços

[…]Primeiramente, vamos explicar o que é exatamente o Adsense[…]

Washington disse:

estão assustados por que? Nós temos o Poder executivo mais corrupto da histí²ria por causa do Legislativo que se omite. Por que será? Ainda tem mais dois anos. É só não repetir o mesmo voto.

Mais uma vergonha para esse bando que está ai só pra trabalhar e no final, não estão nem ai para o povo.

Esse polí­ticos no Brasil, eu não sei não!

No meu blog vale mais, pelo menos uns R$ 100.000,00 por mês, é pegar ou largar. 😀

JK disse:

Meu deus… será que é difí­cil enxergar a realidade?

Lavagem de dinheiro! Desvio de verba! O tí­pico jeitinho brasileiro para se tirar uns “trocados” a mais!

Os sites beneficiados com os banners vão ser as páginas pessoais dos sobrinhos dos senadores! Obviamente!

Pode até mesmo o Uol tentar tirar proveito desta opportunidade… Se não tiver “esquema” com alguem do senado, está fora!

É assim que as coisas funcionam!

Thiago disse:

Outra coisa legal seria todo mundo colocar um banner no seu blog pra página do senado que mostra as despesas do mesmo com tal empresa. Um banner bem humorado seria mto bom!

Thiago disse:

É Manoel, complicado hein… Acho que devemos denunciar na própria ouvidoria do Senado, bem como pro máximo possí­vel de mí­dia. []s!

Felipe Spina disse:

dá onde vem esse dinheiro todo???

Faço pela metade do preço 🙂

Bruno Aguiar disse:

Senado paga R$ 120 mil a site de primo de presidente da CPI dos Bingos
Fonte: Folha Online

Um portal de turismo da Paraí­ba fechou um contrato de R$ 120 mil por um ano para abrigar um banner que remete para a página do Senado Federal na internet. A Paraí­ba Turismo (www.paraibaturismo.com.br) tem como um dos controladores Glauco Morais, primo do senador Efraim Morais (PFL-PB), presidente da CPI dos Bingos. O filho do senador, Efraim Filho, até pouco tempo tinha uma coluna no site.

Outros dois sites paraibanos também fizeram negócios da mesma natureza com o Senado, porém com valor mais baixo.

O contrato com a Paraí­ba Turismo (CC20050037) está em nome da “Pontual Eventos, Publicidades e Pesquisas Ltda.”, a razão social da empresa. Foi assinado em 1º de outubro passado e tem vigência até 30 de setembro de 2006.

O negócio prevê a “contratação de serviços de disponibilizar banner promocional com a marca do Senado Federal e com link direto para a sua página na web”.

Glauco disse que o site, apesar do perfil turí­stico, “faz acompanhamento das ações do Congresso Nacional, como um todo, das matérias relacionadas a turismo”.

“Apesar de o site nascer aqui na Paraí­ba, nós temos um acompanhamento de matérias em ní­vel nacional e de outros Estados também”, declarou.

Ele afirmou que conseguiu o contrato depois de fazer uma proposta ao setor de Comunicação Social do Senado. Segundo ele, o contrato não exige que haja comprovação da audiência de acesso ao site, um dos elementos mais importantes para esse tipo de negócio no mercado publicitário.

“Nós apresentamos uma proposta, não só para o Senado como para outros órgãos do governo federal e aqui do Estado também. A Secretaria de Comunicação do Senado aprovou e nós disponibilizamos o link.”

Glauco negou que o laço familiar com o senador possa ter influenciado a seu favor. “Nós temos um trabalho independente de laço familiar. Temos um trabalho aqui na Paraí­ba há bastante tempo, acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra.”
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Está ai a explicação!