Digital Age 2.0 - Os dinossauros que me perdoem, mas…
Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007 - 23:58
A evolução é fundamental e inevitável. Não adianta espernear e tentar defender o seu peixe de forma tão acirrada e radical. Estamos evoluindo - que bom! - e não tem para onde correr, ou nos adaptamos ou morremos como os dinossauros.
Publicidade 2.0 - O fim do comercial de 30 segundos
A última palestra desse primeiro dia foi mais interessante pelo final. A Suzanna Apelbaum - ex-Africa, ex-Click e sócia da Hello! - apresentou casos interessantes de sucesso na publicidade online que foram bastante questionadas pelo palestrante seguinte, Luis Grottera - CEO da TBWA\BR. O debate se estendeu após a exposição de ambos como uma espécie de mesa redonda.
Apesar de reconhecer que o Grottera estava defendendo o seu trabalho e até concordar com algumas (poucas) coisas que ele disse, é inevitável a contestação absoluta de seu principal argumento: a Internet não é isso tudo que estão dizendo! Chegou a fazer comparações absurdas como “estão dizendo que a Web 2.0 pode curar a catarata da minha avó”.
Hypes à parte, a Internet está revolucionando a forma de fazer propaganda. Aliás, a Internet está finalmente sendo feita por pessoas, sobre pessoas e para pessoas e com isso está revolucionando a forma com que as pessoas fazem e absorvem propaganda, TV, conteúdo, notícias, entretenimento, etc. O consumidor não quer mais assistir comerciais na TV - o próprio Martin Lindstrom em sua palestra afirmou que a criança de hoje é capaz de acompanhar 5.4 canais de TV simultaneamente, contra 1.7 canais de um adulto médio. Nós mudamos de canal durante as propagandas; Nós compramos canais por assinatura para fugir da propaganda da TV aberta; Nós assistimos ao Joost, baixamos episódios pela Internet, vemos vídeos no YouTube. Nós selecionamos a propaganda que queremos ver.
Comercial de 30 segundos não é contextual
Quando se compra um espaço de veiculação na TV, compra-se a audiência. Se o valor disponível for alto, a escolha natural é horário nobre. O mais contextual que a TV pode ser é trabalhar com Product Placement. Vemos muito isso em novelas da Globo, porém, por mais que se disfarce, todos percebem a evidente propaganda e muitas vezes apenas ignoram o reclame ou criticam o “jabá”.
A Internet permite uma atuação direta com seu público-alvo, exibição baseada em posição geográfica, anúncios relacionados com o conteúdo exibido - ou tudo isso ao mesmo tempo. Mais que isso, a Internet permite a interação do público com o anúncio e a redistribuição do mesmo de forma espontânea - o que chamamos de virais.
Consumer Generated Media
Além da re-distribuição do material criado por empresas e agências, os virais ainda podem ser alvo de paródias, criadas pelos próprios consumidores, gerando uma nova leva de re-distribuição. E uma vez na rede, essa distribuição não é sequencial, não tem vida útil definida e possui ciclos de atividade. Tudo de acordo com a vontade do próprio consumidor.
Ações direcionadas na Internet podem ter um orçamento muito melhor aproveitado - o Grottera afirma e acha normal que 80% do investimento em TV é desperdiçado - obtendo resultados superiores às mídias tradicionais, obviamente se planejados corretamente e direcionados corretamente. É lamentável que o case exposto pelo próprio Grottera pela TBWA tenha sido o “The Uncles“, que foi altamente criticado na Internet por ter criado uma “forçada de barra” inaceitável no ambiente - para ter uma idéia, até falsificar a Wikipedia foi feito.
O consumidor não quer e não aceita mais ser enganado. É uma pena que muitos ainda não tenham percebido que adaptar-se é necessário para não morrer. Parafraseando os Beatles: “You say good bye, I say Hello!“.






Techbits
10 de Agosto de 2007 - 7:13
Publicidade 2.0: o fim do comercial de 30 segundos?…
O último painel do dia, sobre as conseqüências da internet para o mercado publicitário foi o mais agitado. A discussão ficou quente entre Luis Grottera, presidente da TBWA Brasil e Suzana Apelbaum, sócia da Hello, agência especializada em inter…
Tonobohn
10 de Agosto de 2007 - 7:45
Muito bom! É isso mesmo.
Acho que os únicos que querem ver propaganda são os profissionais da área de publicidade.
Como pode tudo mudartão rápido?
Entropia
10 de Agosto de 2007 - 14:14
Publicitários não entendem de Internet ?…
A mudança de paradigma, a quebra do status-quo, o impacto disruptivo eminente tem deixado muitos publicitários completamente perdidos. Eu ja havia preconizado que nos próximos anos veremos a queda da propaganda e a ascensão do marketing, não que e…
Sérgio Ferrari
11 de Agosto de 2007 - 19:55
Estou no último semestre de PP e posso dizer com firmeza: Até os professores (profissionais de PP, orientadores que nos ensinam) NÃO ESTÃO SABENDO COMO PASSAR PARA OS ALUNOS ESSA NOVA VISÃO.
Tá uma merda…..O jeito é a nova geração de comunicadores dar a cara a tapa e mergulhar em novos formatos….custe o que custar!
Ricardo WEB
15 de Agosto de 2007 - 2:57
Suzanna Apelbaum ela é uma publicitaria excelente, ja li varios artigos dela na Web. Profissionais da área de publicidade vão sofrer com esse 15 segundos…
Internet - O Encontro de 2 Mundos » Blog Archive » A Internet dá poder ao usuário comum
12 de Junho de 2008 - 0:22
[...] presentes no evento. O poder da Cauda Longa foi citado algumas vezes e todos perceberam - embora alguns relutem em aceitar - que menos é mais, que mais valem 1000 blogs gerando 5 que 10 veículos gerando [...]