Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006 - 14:01
As primeiras idéias sobre o comércio eletrônico móvel surgiram no final dos anos 90, durante a explosão das empresas .com. Embora já tenhamos caminhado bastante, ainda hoje não conseguimos alcançar os patamares previstos lá no início. As maravilhas do m-Commerce hoje estão limitadas principalmente a conteúdo para o próprio celular, como ringtones, wallpapers ou jogos, além de outros mini-aplicativos para rodar no celular, palm ou smartphone.
É claro que não podemos esquecer das iniciativas louváveis dos bancos, por exemplo, ao passar algumas funcionalidades de Internet Banking para uso no aparelhinho, ou do revolucionário Oi Paggo, que criou uma alternativa no mínimo curiosa para possibilitar o pagamento com celular. Ler o artigo completo
Brasil, celular, e-commerce, m-commerce, opinião, Paggo
Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006 - 23:41
Em 2006 notei uma coisa que por um lado me deixa muito feliz e por outro preocupado. Os computadores estão ficando cada vez mais baratos e vendidos em qualquer lugar. É ótimo saber que a informática está sendo “acessibilizada”, porém a que preço?
Embalagem não é nada!
Minha principal preocupação com os anúncios de computadores baratos é a relação custo x benefício. A grande maioria das propagandas de grandes redes de lojas de eletrodomésticos (isso, computador igual a [BP]TV[/BP] ou [BP]fogão[/BP]) e hiper-mercados atacando o flanco informático anuncia suas peças como “computador completo” ou “com dvd e [BP]gravador de cd[/BP]“, esquecendo do principal: o motor. Muitos micros anunciados na faixa de R$ 1.000,00 (mil reais!!!) são micros compostos de placa-mãe toda onboard, com limitações de upgrade, pouca memória (128 ou 256 Mb), processadores econômicos (quase sempre Celeron) e monitores de 15″ (que já estão saindo de linha).
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computador, democratização, Hardware, inclusão-digital, opinião
Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006 - 1:57
É comum eu receber pedidos de amigos e parentes para dar uma ajuda numa capa de trabalho, wallpaper, cartão pessoal ou outra coisa parecida, nem que seja somente para dar uma opinião ou um “tapinha” no layout alheio. Acontece que é comum também do tapinha ser bem maior que o esperado ou a opinião não ser exatamente o elogio que o outro esperava.
Não sou designer por formação, aliás por formação tradicional não me enquadro em profissão alguma, tendo em vista que a maior parte de meus conhecimentos foram obtidos de maneira auto-didata. O fato é que não sou designer, mas conheço algumas coisas, gosto de trabalhar com isso e algumas vezes agrado exercendo esse papel (apesar de não fazer disso meu meio de vida). Por conta disso, posso não agradar mas normalmente minhas opiniões são bem certeiras. Nem sempre, mas normalmente.
Há algum tempo lí o livro da Robin Williams (sim, A Robin Williams, escritora e mais uma homônima do ator hollywoodiano), Design para quem não é designer e achei fantástico. Simplesmente o livro aborda assuntos muito importantes de uma forma muito simples, ilustrada e de fácil entendimento para quem não usa o design como meio de vida, mas que quer fazer seus cartões pessoais sem depender de ninguém. Com um pouquinho de dedicação, já dá para fazer muito mais que cartões pessoais.
Recomendo a todos os que efetivamente gostam de fazer as coisas por si só, e também àqueles que estão começando nessa área. Os que já atuam podem achar que já sabem de tudo, mas talvez seja útil para esses também. Para mim foi.
E você? Conhece esse livro? Fale pra gente de sua experiência.
design, designer, livro, opinião, robin-williams
Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006 - 12:18
Compartilho da idéia do Henrique sobre a Internet. Desde meados de 1998, quando eu comecei a agir na Internet (em 1997 eu apenas tomei conhecimento de sua existência e comecei a acessá-la) descobrindo como ela funcionava, montando redes internas, servidores de chat, jogos, web, ftp, etc. eu gostei muito da expressão “compartilhar” e concluí que essa era a verdadeira essência da Internet.
Hoje estamos vivenciando um movimento grande em torno de sites “colaborativos” e isso tem tomado uma conotação de novidade, quando não é. Os padrões web são velhos, o método Ajax de desenvolvimento é velho, o “menos é mais” é velho, as defesas da usabilidade e acessibilidade são velhas. Tudo que estamos hoje encarando como coisas novas e revolucionárias, foram pensadas e criadas há um bom tempo, a grande maioria - para não ser radical e dizer todas - pensando em uma só coisa : compartilhar.
Estão aí os sites colaborativos que não me deixam mentir. Compartilha-se o poder de criar o site, de criar o conteúdo, de compartilhar conhecimentos. Olha os blogs nessa categoria. Mesmo os simples blogs pessoais, nada mais fazem que compartilhar da sua vida com o mundo. E podem ter certeza de que tem muita gente que os lê.
Assim como os feeds, que servem para compartilhar em tempo real o nosso conteúdo para quem não tem tempo ou paciência de entrar em cada site individualmente, temos “agora” (os primeiros rascunhos datam de 2002) o padrão OPML que compartilha os nossos feeds. Coisa impressionante, não ? Podemos compartilhar de uma forma padronizada, organizada e limpa as nossas fontes, nossas leituras diárias, nossas inspirações. Muito mais que um “blogroll”, que muitas vezes serve apenas para fazer “troca de links” entre amigos.
O Henrique já falou com muita propriedade sobre o assunto, para não ser repetitivo, leia o artigo dele na íntegra no Revolução ETC.
O meu OPML já está pronto, prometo atualizá-lo sempre. E o seu?
[UPDATE] Seguindo a dica do Élcio, estou disponibilizando meu OPML diretamente do Bloglines, eliminando a necessidade de atualizá-lo manualmente.
acessibilidade, ajax, Blogs, feeds, opml, padrões-web, Tecnocracia, usabilidade, Web-2.0
Sábado, 16 de Dezembro de 2006 - 14:25
Há 3 dias fiz um comentário no artigo do Henrique, que trata da exigência do mercado em relação aos padrões web, sobre o pseudo amadurecimento desse mercado em relação a essas exigências. Coincidentemente, ontem saiu um artigo no 456 Berea Street que afirma, baseado em dois outros artigos, que 97% dos sites (globalmente falando) continuam “inacessíveis”.
A afirmação vem de uma pesquisa encomendada pela ONU e feita pela Nomensa para medir o quão acessíveis são os sites ao redor do mundo. A pesquisa, por motivos óbvios feita por amostragem, em 5 sites de cada um dos 20 países testados, utilizou um representante da cada categoria listada abaixo:
- Viagem (empresas aéreas);
- Finanças (bancos);
- Mídia (jornais online);
- Política (representantes de governos federais);
- Varejo (lojas virtuais).
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acessibilidade, opinião, padrões-web, usabilidade, Web-2.0