A Internet dá poder para o usuário comum

Não quis utilizar a palavra “povo” no tí­tulo desse artigo porque sabemos todos que, apesar dos vários milhões de conectados – durante o Digital Age alguns palestrantes falaram em 18 milhões, outros em 25 milhões – ainda não podemos considerar como uma mí­dia de massa, como consideramos a TV (embora tenhamos mais celulares que TVs […]

Power to the PeopleNão quis utilizar a palavra “povo” no tí­tulo desse artigo porque sabemos todos que, apesar dos vários milhões de conectados – durante o Digital Age alguns palestrantes falaram em 18 milhões, outros em 25 milhões – ainda não podemos considerar como uma mí­dia de massa, como consideramos a TV (embora tenhamos mais celulares que TVs no Brasil). Não querendo confundir muito, o fato é que a Internet dá poder para a pessoa comum.

Isso que chamamos de Web 2.0 nada mais é que uma tendência no uso da Internet, de técnicas e tecnologias que já estavam disponí­veis há anos e muitas delas já eram utilizadas antes de serem chamadas dessa forma. E essa tendência é o reconhecimento do outro lado de nossa tela. Pensamos fora do quadrado, apesar de o utilizarmos cada vez mais. Sabemos que a Internet não é um ambiente dissociado da realidade, como alguns ainda a tratam, e que além de nós de rede somos efetivamente pessoas, iguais a qualquer outra.

Ao vislumbrarmos isso, após a euforia da novidade, quando o computador se torna mais um eletrodoméstico em casa, começamos a utilizar a Internet de forma muito mais social e interativa do que jamais havia sido usada. E isso nos dá poder, como seres sociais, como consumidores e como geradores de opinião.

Que outro eletrodoméstico nos permite acesso simultâneo e sem fronteiras a outros milhões de consumidores de forma tão fácil quanto o computador? Antes dele, se você tinha um problema com um produto comprado – ou qualquer serviço, ou ataques aos seus direitos, oque seja – qual era a chance de outras pessoas saberem do seu problema, ou mesmo se envolverem nele, ou ouvir o outro lado? No máximo, se fosse algo muito, mas muito, revoltante você seria entrevistado por alguma TV e teria seu caso divulgado. Mas isso em casos extremos e até catastróficos. O computador ligado í  Internet torna qualquer pessoa comum em potencial gerador de informação, de conteúdo, de ruí­do, reclamações, crí­ticas que serão vistas e complementadas por outras pessoas em escala imprevisí­vel.

Os blogs e a influência no consumo

Durante o evento da semana passada falou-se praticamente disso o tempo todo. Apesar de por um lado parecer uma repetição chata de um mesmo tema, ao avaliar direito vemos que as visões apresentadas foram de diferentes áreas, embora todas com a mesma conclusão. Todos os palestrantes falaram em blogs, que confirma-o como legí­timo representante desse momento, e no seu poder de influência.

As pessoas comuns preferem acreditar numa resenha de um blog sobre determinado produto que de um grande site, isso não é novidade para nós, mas foi para muito empresário e executivo presente no evento. O poder da Cauda Longa foi citado algumas vezes e todos perceberam – embora alguns relutem em aceitar – que menos é mais, que mais valem 1000 blogs gerando 5 que 10 veí­culos gerando 50.

Sua empresa precisa ouvir o consumidor

Em uma das palestras, na sessão de perguntas, uma pessoa questionou se “dar ouvidos e estimular esse tipo de manifestação não acabaria gerando um consumidor tirano“. Ora, mas a tirania do consumidor não é plenamente aceitável, tendo em vista que ele é o patrão das empresas? Se você não adapta o seu produto, o consumidor não compra! Isso é muito simples, não adianta relutar. Se antes o consumidor apenas deixava de comprar e conversava sobre sua insatisfação com 20 amigos, agora ele fala para 20 milhões ao mesmo tempo e fica registrado para outros pesquisarem ad infinitum.

Mas se hoje é mais fácil para o consumidor reclamar, é igualmente fácil para a empresa monitorar essas reclamações e procurar sanar seus problemas e se comunicar com seus consumidores. A Internet possibilita uma gama de opções imensa que pode deixar a empresa muito mais próxima de seu cliente, e ele espera isso! Seu sucesso depende disso.

As 3 principais atitudes de uma empresa, que são danosas a sua marca são:

  1. não saber o que o seu consumidor pensa de sua marca;
  2. saber e não dar a mí­nima;
  3. não saber ouvir reclamações, só elogios.

[tags]Internet, Web 2.0, DigitalAge2007, Blogs, e-Consumidor[/tags]

Allison disse:

Concordo.Hoje em dia quando essas empresas vêem o poder de comunicação que o consumidor tem,aprendem a ter mais caltela.

Ricardo disse:

Caro, parabens pelo texto. Legal voce ter linkado outros blogs que complementam o seu ponto de vista. Fico feliz que voce citou o É Nóis. Criei o É Nóis baseado no mesmo raciocí­nio do seu texto. É o poder do consumidor na tal Era Digital. É Nóis. abração, Ricardo
p.s.: qual seu nome? É Manoel ou Manoel foi quem criou o lay-out do site?

Ostrock disse:

é o caso do acordo entre MS e chile, alguma pessoas descobriram e publicaram em um blog, com isso a situação explodiu no chile e há imensa organização para derrubar o acordo, veja o site do movimento http://www.liberiondigital.org

Filipe disse:

E ainda tem empresa que não ouve o consumidor. E o pior, o consumidor reclama mas continua comprando, ¬¬.

[]s
Filipe ~ http://www.sopojo.com

j. noronha disse:

\”dar ouvidos e estimular esse tipo de manifestação não acabaria gerando um consumidor tirano\”

Me pergunto quando o Brasil vai entrar, ao menos, na Idade Média.

Lucia Freitas disse:

Queridí­ssimo
Lindo artigo. E vc está usando o slogan do “dono de lista”, reparou?
bjs

Simplesmete Excelente..