Campanha pela Liberdade de Diversão

Manoel Netto em 16 de fevereiro de 2008

Campanha pela liberdade de diversãoO galpão da bienal tem cartazes espalhados por todos os cantos, convocando as pessoas a participarem da Campanha Pela Liberdade de Diversão, que critica a proibição do jogo Counter Strike no Campus Party e no Brasil todo. Conversei com o Thiago Baptista, de Belo Horizonte, um dos criadores da campanha.

A idéia surgiu aqui mesmo, durante o evento, quando ele soube do cancelamento do campeonato de CS. Na mesma hora começaram a agir, conversaram com a organização, que permitiu que eles fizessem o protesto pacífico em prol da diversão. Cartazes foram distribuídos e até um papel de parede disponível no blog deles está sendo baixado e adotado por muitos gamers e moders inscritos no evento.

Cartazes contra a proibição do Counter StrikeAlém disso, eles estão organizando uma manifestação durante a entrega de prêmios dos campeonatos que aconteceram durante a semana, hoje, às 22 horas. Thiago diz que a idéia é mostrar o quanto os jogadores estão indignados com a proibição, de uma forma pacífica e criativa, até mesmo para contestar as justificativas que tentam explicar a censura.

“Não existe um único caso no Brasil que comprove essa afirmação de que o jogo estimula a violência ou ensina táticas de guerrilha. Muitos outros jogos tem a temática de guerra e tiros e não são proibidos. (…) Não acredito que algum grupo da sociedade tenha exigido esse bloqueio. (…) Tanta coisa muito mais urgente e importante que merece atenção de nossos políticos e eles ficam se preocupando com um jogo.”

Thiago Baptista em entrevista para o Tecnocracia

Casemod, projeção e muito jogo

Thiago Baptista e seu casemod
Thiago, com seu computador de dar inveja

Thiago não veio para o Campus Party exclusivamente para jogar. Nem mesmo se inscreveu na área Games. Ele e mais dois amigos de BH vieram exibir sua criação, um super computador que custa cerca de 15 mil reais montado. Processamento e memória sobrando, efeitos visuais, refrigeração à agua, projetor, monitor tela plana digital e enorme, uma máquina de dar inveja e ser admirada (de babar mesmo).

Os amigos, que possuem uma revenda de equipamentos, se declaram “fanáticos por tecnologia” e falam, em seu blog, sobre periféricos, novidades na área de hardware e muito mais.

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5 Comentários em "Campanha pela Liberdade de Diversão"

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  1. NumClique - Informar é simples! » Campanha em prol da liberdade de diversão

    16 de fevereiro de 2008 - 23:50

  2. fanáticos por tecnologia » Blog Archive » [CampusParty2008] WAZ e wazX na mídia

    19 de fevereiro de 2008 - 17:38

  3. blosque.com | Meus Musos da Campus Party - E Duas Deusas

    25 de fevereiro de 2008 - 22:03

  1. Lucho

    16 de fevereiro de 2008 - 19:48

    Em relação ao Counter Strike, eu ouvi uma frase que tem tudo a ver e que sempre falo quando tem gente que acha que as pessoas podem ficar violentas depois de jogar determinado jogo. A frase é a seguinte:

    “Se uma pessoa se deixa influenciar por um jogo, o problema não está no jogo; o problema está na pessoa.”

    Eu por exemplo, joguei Wolf 3D (alguém lembra?), duke nukum, rogue spear e nunca senti vontade de atirar em ninguém.

    Pena que essa frase seja muito difícil para que nossos juízes, advogados, promotores e nossa justiça possam entender.

  2. Leonardo Cabral

    17 de fevereiro de 2008 - 11:27

    Concordo plenamente com a declaração do Lucho. Na minha infância não tínhamos Counter Strike e nem nenhum outro jogo do gênero, no máximo os toscos, mas igualmente disputados Atari. Eu como qualquer criança da época vivia na rua e brincava de policia e ladrão com armas de madeira, borracha de câmara de ar e tampinha de garrafa e sempre voltávamos pra casa cortados e sangrando por causa dos cortes de tampinha. Conclusão: Ninguém virou bandido nem nunca pegamos em uma arma de verdade por causa disso.

    Hoje o mesmo acontece com o Counter Strike. As pessoas não são violentas ou assassinos por causa de brincadeiras e jogos e sim porque têm “problemas mentais” que devem ser tratados. Uma simples cena de invasão na portelinha é motivo suficiente para desencadear um surto psicótico em uma pessoa dessas.

  3. Pedro Villalobos

    19 de fevereiro de 2008 - 0:20

    OS protestos foram realmente interessantes e ainda vão dar o que falar. Mas quanto aos “amigos que fizeram o computador”, eles são de uma agência de publicidade aqui de BH e estavam representando uma loja bem grande chamada WAZ. Essa máquina é uma graça, mas o preçpo tá errado, só no gabinete passa de 22mil :P

  4. WAZ Hardware Store | Kleandro

    19 de fevereiro de 2008 - 18:19

    Fala Pedro (deixa o apelido pra depois =P)! Na verdade quem montou a máquina foi um membro da equipe WAZ, Rodrigo, que estava lá representando a loja.

    Abraços!

  5. Pedro Villalobos

    19 de fevereiro de 2008 - 19:10

    Faaala Kleandro o apelido morreu :)

    O lance da máquina é que eu já vi ela tantas vezes que nem pergunto mais a configuração eheheheh quando eu conversei com o pessoal da agência lá, entendi que só eles tinham ido pra lá.

    E eu ACHO que conheci o Rodrigo, mas não lá :)

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