O 3nder chegou e promete te trazer sorte ;)

3nder aplicativo para menage

Sexo sempre foi algo que moveu a indústria do entretenimento, ajudou a definir padrões tecnológicos na indústria de mídia e – como todo mundo sabe – é o motivo pelo qual a Internet foi criada. The Internet is for porn, right? Pois acaba de ser lançado mais um aplicativo que promete ajudar quem procura sexo casual e descompromissado, mas não somente isso. O 3nder quer te ajudar a fazer menages.

Em cada 10 homens, onze sonham em transar com duas mulheres ao mesmo tempo (mesmo sem saber se dá conta, a gente não está aqui pra validar fantasias, né?) e em cada 10 mulheres, provavelmente 8 nunca topariam, 1 pode até pensar no caso e 1 já fez com ex-namorados e topa. Mas como matematicamente o homem sempre está em desvantagem nesse quesito, quase sempre o “sortudo” namorado dessa última não encontra uma parceira. Até porque isso é ainda um tabu muito grande, não se conversa com qualquer pessoa sobre o assunto etc e tal.

Mas a tecnologia novamente vem resolver essas barreiras. Inspirado no Tinder, um aplicativo de encontros sexuais casuais entre héteros, que por sua vez foi inspirado no Grindr, um aplicativo para encontros sexuais casuais entre homens gays, foi oficialmente lançado hoje o 3nder – um aplicativo para encontros sexuais entre 3 pessoas, um threesome ou menage. Continue lendo “O 3nder chegou e promete te trazer sorte ;)”

O golpe do token dourado

Token Dourado

Durante o dia de hoje, você provavelmente recebeu e apagou alguns e-mails fraudulentos que simulavam avisos vindos de diversos bancos, estou certo? Apesar de perigosos e de enganar muita gente todos os dias, esses e-mails são frágeis em um ponto importante: eles não apresentam seus dados pessoais, dessa forma, levantam a dúvida se realmente foi enviado por seu banco. Infelizmente esse não é o que me levou a escrever essa matéria hoje.

Um novo golpe anda ocorrendo nas últimas semanas e o foco são os correntistas do Banco Itau. A mecânica, apurada com algumas vítimas, é bem similar e a execução é impressionantemente crível. O que é bastante perigoso pois muita gente provavelmente caiu nessa.

Entenda o golpe

O golpista liga na casa de um correntista e se faz passar por um atendente do Banco Itau. Informa alguns dos dados pessoais para confirmar se tratar da vítima em potencial e lhe fornece algumas informações a respeito de sua conta. Após isso, diz que o banco está oferecendo, por se tratar de um cliente especial (massageia o ego e baixa a guarda), uma migração para um novo pacote de serviços com várias vantagens. O novo pacote se chamaria Personalité Estrela e não teria custo de mensalidade, taxas anuais do cartão de crédito e uso do cheque especial com 30 dias de carência. As ofertas e nomes de pacotes podem variar de tempos em tempos.

Após ter seduzido a vítima com uma oferta tão tentadora, fruto do reconhecimento do banco de quão importante esse cliente é, o golpista segue com a confirmação do restante dos dados do correntista. Incrívelmente, ele possui todos os dados necessários e sensíveis, números de documentos, nome da mãe, números e dados da conta, endereço e até mesmo os últimos dígitos do número de série do token de segurança são informados. E é exatamente onde o golpe se concretiza.

depoimento-marinaO golpista, que já possui todos os seus dados, precisa apenas de duas outras informações para obter sucesso na empreitada: a senha eletrônica do Internet Banking e o código que aparece no token. A desculpa é a mais esfarrapada: eles precisam cancelar o token atual, para enviar um novo, o tal do iToken Dourado que ilustra esse texto (em livre interpretação de algo que não existe). Mas obviamente não é nada disso, e após conseguir os números, executam operações dentro da conta do cliente pela Internet, normalmente TEDs e transferências, além de resgates de possíveis aplicações de investimento.

Angelo, uma das vítimas entrevistadas, não acreditou quando “caiu a ficha” do golpe. “Chegando em casa de noite tentei acessar o Bankline e também estava bloqueado” – disse ele em seu post no Facebook, onde alerta sobre o golpe. “No caixa eletrônico a mensagem era de que eu devia entrar em contato com o Banco. Foi então que eu soube ter sido vítima de um golpe.”

Segundo Angelo, quatro semanas após denunciar no banco e desbloquear suas contas, e o seu gerente afirmar que iriam investigar, ele recebeu a mesmíssima ligação, tentando-lhe aplicar o mesmo golpe. Ele anotou tudo que os bandidos falaram, revelou no final ter conhecimento do golpe e ainda foi ameaçado por telefone – afinal, os bandidos tinham até o seu endereço.

O mesmo apelo foi utilizado para tentar convencer Marina. “Disseram que agora eu era cliente Personalité Estrela, que eles iam me mandar um novo token dourado (que tal?) não pagava mais anuidade e que se eu pegasse empréstimo do meu cheque especial, levaria 30 dias para cobrarem juros” – relatou em entrevista. “Nessa dos juros eu desconfiei. 30 dias? Que banco faz isso? Banco vive de juros“. Marina escapou por pouco, pois estava “distraída, trabalhando e falando no telefone” e foi só aceitando tudo que a golpista falava, mas por esse detalhe dos juros, se tocou e recusou digitar a senha. “Quando falei que não ia digitar senha nenhuma e que preferia ir desbloquear esse novo serviço direto na agência, ela ficou super nervosa“.

Questionamentos sobre a origem dos dados

Todo mundo está cansado de saber, já deu em mais de uma matéria do Fantástico, que qualquer um consegue comprar a base de dados da Receita Federal em qualquer esquina da Santa Efigênia (e baratinho). Na base de declarações, todos esses dados de documentos, endereços e até mesmo o número da conta bancária podem ser acessados, ou por quem declarou investimentos ou por quem adicionou como conta para ser depositada a restituição do Leão.

Isso explicaria uma possível isenção de responsabilidade por parte do banco no vazamento das informações, no entanto, a presença do número serial do token (que é de porte exclusivo do correntista e, segundo o Itau, nem o gerente possui o número completo) é algo que coloca um enorme ponto de interrogação nessa questão. Teriam os dados vazados diretamente da base do Itau? Se os dados vazados foram da Receita, porque o golpe foca no Itau e não se viram relatos similares de outros bancos?

Em um site que agrega depoimentos de usuários sobre ligações de determinados números, pode-se ver que o golpe está sendo bastante ativo (mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui…) e são vários os correntistas atingidos.

O posicionamento oficial do Itau

O banco já tem ciência do golpe? Estão tomando alguma providência? Quantos correntistas foram lesados? Como esses dados foram parar nas mãos de bandidos? Enviei essas dúvidas ao banco tão logo comecei a investigar esse assunto e conversei por telefone com um dos assessores de imprensa.

UPDATE 2/07/2014: O retorno oficial por escrito chegou hoje. Copiado abaixo:

O Itaú vai analisar o caso. Cabe destacar que o banco não pede informações pessoais, senhas ou números de ferramentas de segurança em contatos. Em caso de suspeita, o cliente deve procurar imediatamente a instituição em algum dos canais de atendimento. O Itaú disponibiliza diversas informações de segurança no site: www.itau.com.br/seguranca

Pelo telefone, durante a composição da matéria, o assessor me disse que infelizmente o banco “nada pode fazer”. Me pediu dados das vítimas para investigação interna, mas não me retornou até a publicação dessa matéria. Alegou que o banco possui um sistema de segurança muito forte e que os dados não poderiam ter vazado das bases do banco ou dos servidores web. Não soube, no entanto, explicar como os golpistas possuem o número do token e responsabilizou uma possível base terceira pelo restante dos dados, incluindo números da conta e valores investidos.

Segundo a assessoria do Itau, alguns poucos golpes são de responsabilidade de terceiros e o restante (maioria) são de responsabilidade do próprio correntista, seja por não cuidar direito da privacidade de seus dados sensíveis, seja pelo fornecimento voluntário a terceiros ou por terem sido enganados de alguma forma, sendo compelidos a entregarem seus dados (senhas, token, etc).

Ainda segundo o assessor, o Itau não poderia revelar nem se possui ciência desse golpe em específico e quantos (ou mesmo SE) correntistas já alegaram ter sido vítimas.

Como se proteger de golpes como esse

Eu tenho um costume que tem – até agora – me blindado de golpes dessa natureza. Nunca, sob hipótese alguma, eu forneço dados sensíveis por telefone, se não sou eu o originador da ligação. Quando uma empresa me liga e já possui os meus dados, é de se dar meio voto de confiança de que se trata da empresa realmente, mas só meio voto não é o suficiente para que eu forneça minha senha ou o código do meu token de segurança. Jamais!

Então essa é uma dica importante. Se foi você quem ligou e o telefone é comprovadamente da empresa que você procura falar, e se as informações forem realmente necessárias, tudo bem. Do contrário, duvide sempre, questione sempre, peça para executar as operações direto na agência se for o caso ou um número de retorno para você confirmar depois se é da empresa mesmo.

Uma outra alternativa, caso você sinta medo de enfrentar o bandido do outro lado da linha (no caso de você já saber se tratar de um golpe) é desligar o telefone imediatamente. A imensa maioria desses bandidos é composta de estelionatários. Eles não se arriscam com crimes mais “físicos” como um sequestro ou assalto, ficam no risco e esforço mínimos.

E você, já foi vítima de golpe similar? Como resolveu? Relate nos comentários e aproveite para divulgar esse alerta aos seus amigos.

Descanse em paz, Orkut

R.I.P. Orkut 2004-2014

Após 10 anos de existência e, desses, uns 4 de ostracismo e abandono, o Orkut fechará suas portas no dia 30 de setembro. O anúncio veio do próprio Google, que agradece o tempo dedicado e lamenta aos que ainda utilizam a plataforma, depois de anos sem qualquer investimento ou pronunciamento sobre o futuro de sua primeira rede social.

O Orkut nasceu como um projeto pessoal de um engenheiro do Google – cujo nome foi utilizado para batizar a ideia – em seu tempo vago. Até hoje a empresa incentiva que seus funcionários criem coisas diferentes dos seus projetos habituais e foi num desses momentos que Orkut Büyükkökten acabou desenvolvendo a rede, e nós agradecemos até hoje ele não tê-la batizado por seu sobrenome.

Apesar do imenso sucesso no Brasil (e em alguns países do oriente), o Orkut nunca “pegou” no resto do mundo, perdendo no início para o mySpace e depois para o Facebook, e por esse motivo nunca recebeu muita atenção da empresa. O Google, aliás, chegou muito tarde nas redes sociais (depois da falha em não investir no Orkut) e hoje se arrasta no Google Plus tentando angariar adeptos (porque cadastros eles já empurraram obrigatório na garganta de toda conta Google, certo?). É bem provável que esse falecimento decretado, com data de enterro e tudo, seja mais uma tentativa de atrair usuários para o Plus, mas quem vai saber? Se o Orkut ainda atraía usuários fiéis, eu acredito que seja por conta do seu formato, que o Plus não herdou e sequer chega próximo do similar.

Comunidades ou afinidades?

Uma das grandes funcionalidades do Orkut que o tornaram útil por tantos anos foram as comunidades. Nelas o objetivo era estimular a discussão, a conversa entre pessoas conhecidas ou não, a troca de informações e de experiências. O que aconteceu efetivamente e por isso foi muito útil. Por se tratar de uma rede fechada às buscas do Google (inicialmente), muita gente entrava para pesquisar determinados assuntos e por vezes os resultados eram de melhor qualidade que na busca geral da web. Mas as comunidades também tinha uma outra funcionalidade: definir características da personalidade do usuário.

Quem não se lembra de comunidades famosíssimas, como: Eu odeio acordar cedo; Sou legal, ñ tô te dando mole; Sua inveja faz a minha fama; A gente se fode mas se diverte; Tocava campainha e corria; Eu amo a minha mãe; Deus me disse: desce e arrasa; Bocejei ao ver essa comunidade; Eu abro a geladeira pra pensar; Eu tenho medo do Plantão; Cala a boca… e beija logo; Se eu morrer, minha mãe me mata. Entre piadas, comunidades que acabam gerando novas amizades, a maioria era utilizada apenas como traço de personalidade, não havia interação – tirando algumas poucas pessoas e muitos spammers.

Comunidades Orkut

Esse tipo de característica não se encontra no Facebook ou no Plus, simplesmente porque o formato dessas redes prioriza a interação. A presença de um “newsfeed ou timeline” que não existia nos primórdios do Orkut e mesmo depois das atualizações não incluía postagens dos fóruns, acabava por estimular a “ostentação” das comunidades – que ficavam em local de destaque no perfil – como “badges” ou insígnias. Algo como usar um button de sua banda preferida ou com frase engraçadinha. As comunidades do Orkut eram os buttons digitais.

Essas e outras características, como as brincadeiras de “beija ou passa” que rolavam nas comunidades, não foram migradas com sucesso para outras redes. Então, podemos dizer que o Orkut morre levando seu legado consigo, de uma época da Internet moleca, sem comprimisso, sem #mimimi, de várzea ;).

O que fazer antes do dia 30 de setembro

Se você ainda tem um perfil abandonado por lá, pode importar todas as suas mensagens, scraps, perfil e testimonials através do Google Takeout e importar suas fotos para o Google Plus. Suas comunidades, caso sejam públicas, ficarão disponíveis em modo somente leitura, numa espécie de “museu das coisas velhas” que o Google vai fazer com o Orkut, então, se você quiser que suas comunidades fiquem disponíveis para os arqueólogos digitais do futuro, você precisa mudar a privacidade delas. Já se for o contrário e você não quiser mais que seu nome ou suas mensagens apareçam vinculados ao Orkut, você precisa removê-lo de sua conta Google.

Outras informações sobre o que você pode fazer antes do Orkut dar adeus, você encontra na página de suporte dedicada ao assunto: Time to say goodbye to Orkut.

Quer compartilhar alguma lembrança boa que o Orkut lhe dá/deu? Usa os comentários abaixo.

Pugedon, a vending machine de ração onde o pagamento é reciclagem

Animais abandonados, muito mais que uma questão de segurança e saúde pública, são uma questão social em muitas cidades do mundo. Na Turquia eles começaram a tratar dessa questão de uma forma um pouco diferente depois que uma empresa lançou o Pugedon, uma espécie de vending machine de ração e água para cães e gatos de rua, onde o pagamento é feito com garrafas para reciclagem.

Animais abandonados na Turquia

Istambul, uma das cidades atingidas, possui cerca de 150 mil cães e gatos de rua, para uma população humana de 14 milhões, e não tem um histórico bom no trato com os animais abandonados. Seus habitantes já chegaram a ser encorajados a matar animais de rua, como parte de um “programa” para reduzir sua população. Em 2012 chegaram a sugerir uma lei para capturar os animais de rua e abandoná-los em regiões selvagens de cidades vizinhas, mas gerou muita controvérsia e protestos dos ativistas da causa animal, que a compararam com uma outra lei de 1910 em que os animais eram levados para uma ilha, onde eram obrigados a comer uns aos outros para sobreviver. “Um ato igualmente brutal e cruel”, segundo os ativistas.

O produto lançado no início desse ano (o site ainda possui pouquíssimas informações e o domínio foi registrado em fevereiro) começa a ser adotado pelas cidades turcas como projeto sócio-ambiental e com apoio dos ativistas e veterinários. Além de tratar diretamente de um problema urbano, que são os animais famintos, revirando lixos em busca de comida, o projeto consegue atingir dois pontos igualmente importantes: a questão da reciclagem do lixo e principalmente a humanidade dos habitantes, que passaram a ver os animais com outros olhos – alguns sequer percebiam sua presença como seres vivos, viraram paisagem.

Pugedon feed machine

A máquina funciona de forma muito simples. Com parcerias de diversas marcas de alimentos para animais, um dispensador automático de comida é acionado sempre que algum objeto é depositado em local apropriado (garrafas de plástico e vidro em sua maioria). Há também um espaço para dispensar água, que além de ajudar no processo de armazenamento das garrafas, serve para hidratar os animais. Infelizmente não consegui informação sobre como essa água é servida aos bichos, se há algum tratamento, filtragem, etc. A primeira preocupação é o uso incorreto, podendo a pessoa despejar líquidos não apropriados para consumo animal e acabarem prejudicando-os.

É claro que somente alimentar os animais não resolve os problemas que uma superpopulação deles pode causar, é preciso cuidar da saúde, aplicar vacinas, reduzir infestações de parasitas e criar programas de adoção e abrigos. Mas a iniciativa é bem válida e merece a menção. Quem sabe desse não surjam mais projetos complementares? Adoraria ver essas caixas circulando no Brasil.

Facebook pode ser usado para manipular suas emoções

Facebook manipulation

Essa foi a conclusão de um estudo realizado pelos pesquisadores do próprio Facebook e publicado em forma de artigo científico. O estudo em si não é muita novidade, já que sabemos que o ser humano é influenciável pelas emoções do meio – não importa se o meio é digital ou não. A conclusão é que precisa ser outra.

O estudo conduzido com a nossa permissão – ao concordar com os termos de uso da rede social de Mark Zuckerberg – manipulou o newsfeed de cerca de 600 mil usuários, selecionando aleatoriamente os perfis que receberiam mais textos e notícias negativas ou mais positivas. Com base nesse filtro, os pesquisadores avaliaram se essa exposição ao positivismo ou negativismo faria diferença nos posts que os usuários compartilhariam. E, como esperado, fez. Os participantes do teste foram “contaminados” pelas emoções dos seus amigos, passando a também disseminar o mesmo.

Com base nesses resultados o que devemos considerar? O fato de estarmos utilizando um serviço gratuito e que nós o pagamos com nossos dados e nosso comportamento – e até concordamos com isso ao utilizar – faz com que nos tornemos reféns dos filtros que a empresa quiser aplicar. E já aplica, segundo eles, para que nossa timeline tenha mais relevância para nós mesmos. Mas nós sabemos que é uma empresa que busca rentabilizar o máximo de seus serviços (e nossos dados, matéria prima), certo? Quem nos garante que os filtros já não estão sendo (ou não serão) vendidos? Continue lendo “Facebook pode ser usado para manipular suas emoções”